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Legislativo Domingo, 07 de Junho de 2026, 17:06 - A | A

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Campo Grande

Vereador alerta para crise fiscal e defende mais investimentos em habitação e servidores

O parlamentar afirma que crescimento das despesas limita políticas públicas e cobra prioridade para moradia popular em Campo Grande

João Gabriel Vilalba
Capital News

O vereador Landmark Rios (PT) alertou para os impactos da crise fiscal sobre áreas como habitação, saúde e valorização dos servidores durante audiência pública sobre a prestação de contas da Secretaria Municipal de Fazenda, realizada na semana passada na Câmara Municipal de Campo Grande.

Durante o pronunciamento, o parlamentar demonstrou preocupação com o crescimento do comprometimento da folha salarial do município, a falta de investimentos estruturais e as dificuldades para ampliar políticas públicas em áreas essenciais.

“Hoje nós temos mais de 5 mil servidores do município recebendo um salário mínimo. Muitas vezes, precisam fazer plantões e horas extras para conseguir sobreviver”, afirmou Landmark.

O vereador também chamou atenção para o crescimento vegetativo da folha de pagamento da Prefeitura, que atualmente compromete 53,9% da Receita Corrente Líquida (RCL) do município, acima do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

“A folha cresce naturalmente por conta dos direitos dos servidores. E aí fica aquele cobertor curto: cobre a cabeça e descobre o pé”, disse.

Durante a audiência, o secretário municipal de Fazenda, Isaac José de Araújo, confirmou que os gastos com pessoal continuam pressionando o orçamento da Capital.

“As despesas vegetativas sobem normalmente, mesmo com todo o nosso empenho. Tenho buscado equilíbrio entre receita e despesa, mas não é fácil”, declarou.

O secretário explicou ainda que os reajustes concedidos à educação e o crescimento natural da folha impactaram diretamente os índices fiscais do município.

“A folha da educação representa quase 50% da folha total. Então, qualquer reajuste impacta todo o conjunto”, afirmou.

Além da situação dos servidores, Landmark voltou a defender investimentos permanentes em habitação popular, destacando o crescimento das comunidades e ocupações urbanas em Campo Grande.

“Nós temos mais de 220 comunidades e ocupações que precisam de moradia. São milhares de famílias esperando uma casa própria e pagando aluguel”, afirmou.

O vereador também relembrou a proposta defendida por seu mandato que prevê a destinação de 1% do orçamento municipal para políticas habitacionais.

“Quando a gente fala de habitação, temos que colocar dinheiro no orçamento. Não adianta apenas discutir o problema sem criar um investimento permanente para resolvê-lo”, declarou.

Segundo Landmark, a política habitacional precisa ser tratada como prioridade estrutural dentro da elaboração do orçamento municipal.

“O debate do orçamento é um debate político. E Campo Grande não pode ficar fora dessa discussão”, afirmou.

Durante a audiência pública, também foram apresentados dados sobre arrecadação, saúde, educação e despesas do município. A receita da Capital cresceu 4,32% nos primeiros quatro meses de 2026, alcançando R$ 1,28 bilhão.

Também participaram da audiência os vereadores Otávio Trad, Luiza Ribeiro, Ronilço Guerreiro, Maicon Nogueira e outros parlamentares da Câmara Municipal.

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