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Legislativo Quinta-feira, 19 de Março de 2026, 11:58 - A | A

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Audiência Pública

Projeto prevê construção de 100 casas para famílias indígenas em Campo Grande

Proposta apresentada em audiência pública busca atender famílias da Aldeia Água Funda, no Jardim Noroeste

João Gabriel Vilalba
Capital News

Após audiência pública com as famílias indígenas que vivem na Aldeia Água Funda, localizada no Jardim Noroeste, em Campo Grande, foi apresentado um projeto para a construção de 100 casas destinadas a atender todas as famílias da comunidade.

O encontro, realizado no último fim de semana, reuniu moradores, lideranças indígenas e representantes do poder público para discutir soluções que garantam moradia digna às cerca de 91 famílias que vivem no local.

Durante a audiência, foi detalhado o projeto habitacional voltado à comunidade indígena, que prevê a construção de aproximadamente 100 casas. As moradias serão viabilizadas por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), em parceria com a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha).

De acordo com representantes da Emha, as casas serão construídas em dois lotes no bairro Serraville, em uma área que já conta com infraestrutura de asfalto, água, esgoto e energia elétrica. O projeto prevê unidades de 44 metros quadrados em terrenos de 200 metros quadrados. A confirmação da iniciativa trouxe esperança à comunidade indígena, que há mais de uma década aguarda uma solução definitiva para garantir moradia digna.

Segundo informações apresentadas durante a reunião, o prazo estimado para a conclusão das obras é de aproximadamente 18 meses, podendo chegar a até dois anos para a entrega de todas as unidades.

Enquanto aguardam a construção das novas moradias, moradores relataram que muitas das casas atuais apresentam condições precárias, agravadas pelas chuvas recentes, com estruturas comprometidas e risco de desabamento. Diante desse cenário, a direção da Emha se comprometeu, durante a audiência, a fornecer materiais como telhas e madeira para substituição de vigas e reforço das estruturas existentes.

O levantamento das necessidades será realizado pelo cacique Ivaneis Gonçalves e pela vice-cacica Luciana da Silva, que irão identificar as demandas de cada família para encaminhamento à agência.

Além da pauta habitacional, a audiência também serviu como espaço para que os moradores apresentassem outras reivindicações importantes para a melhoria das condições de vida na aldeia. Entre os pedidos estão melhorias nas ruas de acesso à comunidade, com nivelamento, patrolamento e cascalhamento da Rua Água Funda e de vias próximas, já que, em períodos de chuva, o acesso se torna difícil até mesmo para veículos.

A comunidade também solicitou a adequação das linhas de ônibus que atendem a região, para facilitar o deslocamento dos moradores e garantir que as crianças consigam chegar à escola, além do reforço das rondas policiais para aumentar a segurança no local.

Para a vereadora Luiza Ribeiro, a audiência pública foi um momento importante de diálogo com a comunidade e de encaminhamento de soluções concretas para uma demanda histórica.

“Estamos falando de famílias que esperam há muitos anos por moradia digna. A audiência foi fundamental para garantir transparência ao processo, ouvir as necessidades da comunidade e cobrar que o poder público avance em soluções que assegurem mais dignidade e qualidade de vida para essas famílias”, afirmou.

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