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Legislativo Sábado, 13 de Junho de 2026, 16:59 - A | A

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Assembleia Legislativa

Insegurança no Centro de Campo Grande gera debate entre deputados estaduais

Parlamentares divergem sobre soluções, mas defendem medidas para reduzir a criminalidade

João Gabriel Vilalba
Capital News

O deputado estadual Zé Teixeira (PL) demonstrou preocupação, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), com a segurança pública de Campo Grande. Durante sessão plenária, o parlamentar apresentou mais de 20 reportagens publicadas pela imprensa relatando casos de roubos e furtos registrados na região central da Capital.

Diante do aumento da criminalidade, o deputado fez um apelo ao governador Eduardo Riedel por reforço na segurança da área central da cidade.

“Campo Grande era uma cidade maravilhosa, da qual tínhamos orgulho de falar. Hoje, o Centro está tomado pelas drogas e por dependentes químicos. São situações absurdas que estão acontecendo. Estamos vendo uma cidade estagnada, tomada por ladrões. O custo para manter um comércio na região central, com aluguel e IPTU elevados, tornou-se insustentável diante de tanta desordem”, afirmou.

O parlamentar classificou a situação como preocupante e defendeu o aumento do efetivo policial.

“Campo Grande chegou a um nível assustador. Conheço a capacidade do secretário de Segurança Pública e faço esse apelo ao Governo do Estado. Trouxe essas matérias e vídeos para demonstrar a preocupação dos empresários, que relatam a falta de efetivo no Centro para garantir mais tranquilidade. Estão roubando fios constantemente e é preciso combater também quem compra esse material”, declarou Zé Teixeira.

Luciana Nassar/ ALEMS

Junior Mochi

Mochi concordou com a necessidade de mais policiamento

Em seguida, o deputado Junior Mochi (MDB) manifestou concordância com a preocupação apresentada e afirmou que empresários da construção civil têm relatado prejuízos causados pelos furtos de fios elétricos.

“Sua fala é oportuna. Isso afeta diretamente quem está investindo e gerando empregos. É preciso tomar providências em relação ao que está acontecendo em Campo Grande”, ressaltou.

Delegado de carreira, o deputado Caravina (PSDB) observou que a legislação penal prevê punições consideradas brandas para o crime de receptação.

“Infelizmente, a receptação ainda é um crime com pena muito baixa, e isso não depende dos deputados estaduais, pois exige alteração no Código Penal, que é uma legislação federal. Precisamos reforçar a presença policial nas ruas. Trabalho na Segurança Pública desde 1990 e houve muitos avanços, mas sabemos que não existe fórmula mágica. Para melhorar os resultados, são necessários efetivo e infraestrutura. Estamos formando cerca de 400 policiais civis, mas esse número ainda não será suficiente”, explicou.

Luciana Nassar/ ALEMS

Pedro Kemp

Kemp retomou a ideia do sistema de polícia unificada

Já o deputado Pedro Kemp (PT) defendeu maior integração entre as forças de segurança e criticou a posição de governadores que se manifestaram contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública apresentada pelo Governo Federal.

“A cidade está abandonada, isso é um fato. A Segurança Pública é responsabilidade do Governo do Estado e lamento que Eduardo Riedel tenha se posicionado contra a PEC da Segurança Pública proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta buscava ampliar a integração entre as polícias estaduais e a União. Precisamos retomar esse debate, porque a cooperação pode contribuir para melhorar os resultados na área”, afirmou.

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