Durante as últimas sessões ordinárias na Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Marquinhos Trad tem demonstrado posicionamento em defesa da preservação ambiental, especialmente após a remoção de figueiras centenárias na Avenida Mato Grosso, na região central da cidade.
Um dos temas recorrentes em Campo Grande, as figueiras da região central vêm sendo acompanhadas por especialistas e submetidas a tratamentos para retardar o envelhecimento e preservar sua estrutura.
Em sua manifestação, o parlamentar destacou que a retirada dessas árvores vai além de uma decisão técnica e exige uma reflexão mais profunda sobre o cuidado com o patrimônio natural da cidade. Segundo ele, as figueiras são testemunhas da história de Campo Grande, tendo acompanhado gerações ao longo do tempo.
O vereador também chamou atenção para a necessidade de atuação do Ministério Público Estadual, especialmente na área ambiental, diante do que considera a ausência de medidas preventivas que poderiam ter evitado a perda dessas espécies. Ele pontuou que, durante sua gestão como prefeito, foram adotadas diversas ações para prolongar a vida útil das árvores centenárias, priorizando alternativas antes de qualquer decisão de remoção.
“Durante nossa gestão, buscamos todas as medidas possíveis para preservar essas árvores. Implementamos diagnóstico fitossanitário, manejo contínuo, uso de bioprotetores e técnicas avançadas, como a endoterapia e a utilização de espumas. As árvores eram tratadas, adubadas e monitoradas para evitar pragas e aumentar sua longevidade. Quando bem cuidadas, podem chegar a até 400 anos”, afirmou.
O parlamentar reforçou que a retirada de árvores centenárias representa não apenas uma perda ambiental, mas também histórica e simbólica para a cidade. “Essa gestão está derrubando árvores centenárias, mas o que realmente está caindo é o respeito pela história da nossa Campo Grande”, disse.
Marquinhos Trad também relacionou o tema a decisões recentes, como o veto ao projeto de criação do Horto Florestal Norte, na região do Parque Linear do Segredo, apontando preocupação com intervenções em áreas de preservação. Entre os pontos levantados está a possível substituição de uma ponte de madeira por uma estrutura de concreto voltada ao tráfego de veículos dentro da reserva.
Para o vereador, é possível conciliar desenvolvimento urbano com preservação ambiental. “A mobilidade urbana é necessária, mas existem alternativas que não afetam o parque. O desenvolvimento é inevitável, mas precisa ser conduzido com inteligência, ainda mais diante das crises climáticas. O parque deve ser visto como infraestrutura urbana, contribuindo para o controle de enchentes e o conforto térmico da cidade”, ressaltou.
Ao final, o parlamentar reafirmou seu compromisso com a defesa do meio ambiente e com a busca por soluções que respeitem a história, a natureza e a qualidade de vida da população.
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