O reajuste proposto nas tarifas de energia elétrica em Mato Grosso do Sul foi tema de debate entre vereadores da Câmara Municipal de Corumbá. Os parlamentares pedem mais atenção aos valores aplicados diante do aumento.
O reajuste de 12,61% nas tarifas foi questionado pelo vereador Alexandre Vasconcellos (PSDB). Ele solicitou ao diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Sandoval de Araújo Feitosa Neto, a revisão do percentual, considerado acima da inflação oficial registrada no país em 2025.
“O Brasil encerrou 2025 com índice acumulado de 4,26%, conforme dados divulgados pelo IBGE, e, no primeiro trimestre de 2026, a inflação registrada foi de 1,49%, o que torna o aumento proposto ainda mais desproporcional frente ao cenário econômico atual”, argumentou o parlamentar, ao pedir apoio de representantes sul-mato-grossenses em Brasília para reverter a situação.
“Nesse primeiro trimestre, o índice de 1,49% reforça a tendência de estabilidade inflacionária. No entanto, o reajuste de 12,61% nas tarifas de energia elétrica recomendado pela ANEEL ultrapassa de forma expressiva esses indicadores, gerando preocupação quanto ao impacto direto no orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis, bem como nos custos operacionais do comércio, da indústria e do setor produtivo em geral”, acrescentou.
O vereador destacou ainda que a energia elétrica é um serviço essencial e indispensável à vida moderna, mas ressaltou que aumentos dessa magnitude comprometem o poder de compra da população, pressionam a atividade econômica e podem desencadear efeitos em cadeia, como a elevação de preços de bens e serviços, contribuindo para o aumento do custo de vida.
Segundo ele, a diferença entre o reajuste aplicado e os índices inflacionários evidencia a necessidade de maior equilíbrio na política tarifária, observando os princípios da modicidade tarifária, da razoabilidade e do interesse público, fundamentais na prestação de serviços públicos concedidos.
“Diante desse cenário, torna-se imprescindível a revisão do reajuste, buscando maior justiça tarifária e compatibilidade com a realidade econômica da população sul-mato-grossense”, enfatizou, ao justificar a necessidade de assegurar transparência, equilíbrio e respeito ao consumidor.
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