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Mato Grosso do Sul

Justiça mantém prisão de mais três investigados da Operação Gutenberg

Ex-prefeito de Fátima do Sul e duas empresárias permanecerão presos preventivamente após audiência de custódia

Elaine Oliveira
Capital News

A Justiça manteve, nesta quinta-feira (9), a prisão preventiva de mais três investigados da Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Após audiência de custódia, o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, e as empresárias Rossana Paroschi Jafar e Jéssyca Duarte Burgatt tiveram as prisões confirmadas e serão encaminhados ao sistema prisional.

A Operação Gutenberg investiga uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes. Segundo o Ministério Público, o grupo teria desviado cerca de R$ 27 milhões por meio da compra de livros, utilizando contratos públicos para dar aparência de legalidade ao esquema.

As investigações apontam ainda que integrantes da organização utilizavam um servidor da Central Estadual de Regulação (Core) para facilitar a liberação de exames e procedimentos de saúde, que seriam usados como moeda de troca para favorecer gestores públicos.

Ao todo, a operação cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás, com o objetivo de desarticular o esquema criminoso.

• Saiba mais sobre: Operação Gutenberg

Entre os presos na operação estão empresários, profissionais da saúde, um advogado, um ex-chefe da regulação estadual e o ex-prefeito de Fátima do Sul. Também figuram entre os investigados integrantes da família Paroschi Jafar e empresários ligados às empresas citadas nas investigações.

O nome Gutenberg faz referência a Johannes Gutenberg, inventor da prensa de tipos móveis e responsável pela popularização da impressão de livros. Segundo o Gaeco, a escolha simboliza o uso de livros como instrumento para mascarar as irregularidades investigadas e conferir aparência de legalidade ao esquema criminoso.

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