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Executivo Quinta-feira, 28 de Novembro de 2024, 16:04 - A | A

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Pacote de Corte

Simone Tebet explica mudanças nos pisos de saúde e educação e defende ajustes no pacote fiscal

Proposta de ajuste teve consenso dentro do governo, garantiu ministra

Viviane Freitas
Capital News

Agencia Brasil

Proposta de ajuste teve consenso dentro do governo, garantiu ministra

Proposta de ajuste teve consenso dentro do governo, garantiu ministra

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, explicou nesta quinta-feira (28) que eventuais mudanças nos pisos de saúde e educação trariam pouca economia e aumentariam o custo político do pacote de corte de despesas obrigatórias. Ela negou qualquer desgaste interno no governo durante a elaboração do pacote e afirmou que as propostas tiveram consenso entre os ministérios.

Tebet explicou que, embora a educação não esteja formalmente incluída nas novas regras fiscais, na prática já está sujeita aos limites de crescimento. Segundo ela, incluir a educação nas novas normas não teria impacto fiscal relevante. No caso da saúde, mudanças no piso resultariam em uma economia de apenas R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões, o que seria considerado ineficiente devido ao envelhecimento da população e à crescente demanda por recursos no setor.

A ministra ressaltou que a inclusão de saúde e educação no pacote teria um custo político alto, dificultando a aprovação do restante das medidas fiscais. Ela argumentou que, devido ao baixo impacto fiscal das mudanças, não valeria a pena criar atritos com professores, prefeitos e o Congresso Nacional.

O novo arcabouço fiscal substitui os limites anteriores do teto de gastos por um percentual da receita do governo, afetando diretamente os pisos da saúde e da educação. Em 2023, o governo já havia ajustado a interpretação da lei para evitar um rombo de R$ 21 bilhões no piso da saúde, mas os gastos se estabilizaram neste ano.

Simone Tebet afirmou estar satisfeita com o pacote final, considerando-o o ajuste fiscal possível tanto no aspecto técnico quanto político. Ela também defendeu a reforma tributária e ressaltou que o governo está trabalhando para equilibrar as finanças públicas e lidar com a conjuntura econômica atual.

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