A prefeita Adriane Lopes exonerou dois servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos investigados na Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul para apurar suspeitas de fraudes em contratos de manutenção de vias públicas na Capital.
Os nomes do engenheiro Mehdi Talayeh, então superintendente de Serviços Públicos da Sisep, e de Edivaldo Aquino Pereira, responsável pela Gerência de Manutenção de Vias e pelas operações de tapa-buracos, foram publicados no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) na tarde desta quarta-feira (13).
Conforme os atos publicados, Mehdi Talayeh também foi desligado do cargo comissionado de assessor-executivo II. Já Edivaldo Aquino Pereira perdeu a função de gerente e o cargo comissionado de gestor de projeto.
Segundo a administração municipal, os contratos investigados pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) existem desde 2017 e seriam oriundos da gestão anterior.
Em nota oficial, a prefeitura informou que acompanha as investigações e afirmou que todos os servidores investigados serão afastados das funções.
“A Sisep acompanha os trabalhos do Gecoc, de modo a colaborar com a lisura, transparência e esclarecimento dos fatos. Os servidores investigados estão sendo exonerados das funções a partir da data de hoje para que apresentem suas defesas”, informou a prefeitura.
A administração municipal também afirmou que poderá adotar novas medidas administrativas para evitar impactos nos serviços de manutenção das ruas da cidade.
Operação “Buraco Sem Fim”
A Operação “Buraco Sem Fim” foi deflagrada nesta terça-feira (12) com sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão em Campo Grande.
Além de Mehdi Talayeh e Edivaldo Pereira, foram presos o ex-secretário municipal de Obras Rudi Fiorese, os servidores Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula e Fernando de Souza Oliveira, além dos empresários Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, proprietário da Construtora Rial Ltda., e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa.
Durante o cumprimento dos mandados, investigadores apreenderam cerca de R$ 186 mil em dinheiro vivo na residência de Rudi Fiorese. Em outro imóvel ligado a um servidor investigado, foram encontrados mais R$ 233 mil em espécie, totalizando ao menos R$ 429 mil apreendidos pela operação.
• Saiba mais sobre a Operação “Buraco Sem Fim”
Segundo o MPMS, a investigação identificou a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos de tapa-buraco por meio da manipulação de medições e realização de pagamentos indevidos.
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