A tarde desta sexta-feira (3) foi marcada pela entrega das chaves do Residencial Jardim Antártica, em Campo Grande, beneficiando 60 famílias que agora passam a contar com moradia definitiva. O empreendimento está localizado no Jardim Leblon, na Região Urbana Lagoa, e foi viabilizado pela Prefeitura por meio da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha), com investimento de R$ 2,2 milhões em contrapartida municipal.
As unidades fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida – Faixa 1, voltado a famílias de baixa renda que aguardam há anos pela casa própria. Durante a solenidade, a prefeita Adriane Lopes destacou o avanço das políticas habitacionais no município e o volume de entregas realizadas nos últimos anos.
“Mais de 7 mil famílias já foram contempladas com moradia digna em Campo Grande. É um resultado construído com parcerias e que representa mais dignidade, endereço, segurança e uma nova oportunidade para quem esperou tanto por esse momento”, afirmou.
A cerimônia também reuniu relatos emocionados de moradores que finalmente receberam as chaves. A auxiliar administrativa Katia Regina Quadros Costa, que esperava há mais de uma década, contou que a conquista representa estabilidade para a família, especialmente por cuidar de quatro filhos, incluindo uma criança com autismo.
“Isso vai mudar muito a nossa vida, porque a gente mora de aluguel. Sou mãe solteira de quatro crianças e um dos meus filhos é autista. Para ele, tudo é mais difícil, então isso vai ajudar muito”, disse.
Outra beneficiária, a aposentada Joana Ferreira da Mota, celebrou o fim de anos de espera. “Eu nunca tive nada na minha mão, agora eu tenho uma casa para morar, um lugar para receber os amigos e amigas”, afirmou, emocionada.
O residencial é formado por 60 apartamentos com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. O conjunto também conta com playground, quadra de areia, biblioteca, sistema de energia solar e cisterna para reaproveitamento de água da chuva.
Antes da entrega, as famílias passaram por etapas de preparação organizadas pela Emha, incluindo reuniões, orientações sobre convivência, direitos e deveres e vistorias das unidades. O objetivo é facilitar a adaptação dos moradores e fortalecer a organização comunitária nesta nova fase.
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