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Mato Grosso do Sul

Prefeitura diz que recursos do IMPCG estão protegidos após operação da Polícia Federal

Município afirma que já acionou a Justiça para recuperar R$ 1,2 milhão investidos no Banco Master

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação/PFMS

Prefeitura diz que recursos do IMPCG estão protegidos após operação da PF

Prefeitura diz que recursos do IMPCG estão protegidos após operação da PF

A Prefeitura de Campo Grande afirmou nesta terça-feira (25) que os recursos do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) estão protegidos após a deflagração da Operação Presciência, da Polícia Federal, que investiga possíveis irregularidades na aplicação de recursos do instituto.

A operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão e determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Entre os locais alvo das medidas estão a sede da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), o IMPCG e a residência da vice-prefeita Camilla Nascimento, que comandava o instituto quando os títulos foram contratados. Celulares também foram apreendidos.

Em nota, a Prefeitura informou que Campo Grande foi uma das primeiras cidades a buscar judicialmente o ressarcimento dos valores aplicados no banco investigado.

Segundo o município, após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, em novembro de 2025, o IMPCG acionou a Justiça e conseguiu uma decisão favorável para o depósito judicial do valor investido, devidamente atualizado.

O investimento, de R$ 1,2 milhão, foi realizado em abril de 2024, por meio da aquisição de uma Letra Financeira com vencimento previsto para abril de 2029.

PF investiga aplicação dos recursos

A investigação teve origem em um relatório de auditoria elaborado pelo Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social, ligado ao Ministério da Previdência Social.

Conforme a Polícia Federal, servidores municipais teriam deixado de observar normas técnicas e administrativas ao aprovar a aquisição dos títulos, o que poderia ter exposto recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões.

Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como gestão temerária, corrupção ativa e corrupção passiva.

A Prefeitura afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades e continuará prestando os esclarecimentos solicitados durante as investigações.

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