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180 dias

Eduardo Riedel decreta emergência ambiental e reforça estratégia contra incêndios

Medida vale por 180 dias e amplia ações de prevenção durante período de seca

Viviane Freitas
Capital News

O Governo de Mato Grosso do Sul decretou estado de emergência ambiental em todo o Estado por 180 dias devido ao aumento do risco de incêndios florestais. A medida, publicada nesta terça-feira (2), já está em vigor e busca reforçar as ações de prevenção e combate ao fogo durante o período mais seco do ano.

Segundo o decreto, as condições climáticas atuais favorecem a rápida propagação das chamas. Altas temperaturas, baixa umidade do ar, ventos fortes e a falta de chuvas elevam o risco de incêndios de grandes proporções, principalmente na região do Pantanal. O documento também alerta para a piora da qualidade do ar e impactos à saúde da população.

A previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) indica que a vegetação seca aumenta a vulnerabilidade das áreas rurais e ambientais. Além disso, o governo cita a influência do fenômeno El Niño, que deve se intensificar no segundo semestre de 2026 e contribuir para a formação de material altamente inflamável.

Com o reconhecimento da situação de emergência, o Estado poderá agilizar a contratação de serviços, aquisição de equipamentos e admissão temporária de profissionais para atuar no enfrentamento aos incêndios. A coordenação dos trabalhos ficará sob responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente, em conjunto com outros órgãos estaduais.

O decreto também prevê a abertura de aceiros, faixas sem vegetação utilizadas para impedir o avanço do fogo, ao longo de rodovias, estradas, pontes e, quando necessário, em propriedades particulares. Equipes de emergência também poderão entrar em imóveis privados em situações de risco iminente para prestar socorro, realizar evacuações e apoiar operações de combate às chamas.

Mesmo durante o período de emergência, queimadas controladas poderão ser autorizadas em áreas estratégicas, desde que sigam critérios técnicos e normas de segurança. O governo destaca que a medida tem como objetivo reduzir os impactos dos incêndios sobre a saúde da população, os recursos hídricos, a biodiversidade e a economia. O decreto permanecerá em vigor até dezembro de 2026.

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