Falta um mês para que a Prefeitura de Campo Grande inicie a intervenção no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da cidade. A medida, determinada pela Justiça em dezembro de 2025, busca corrigir problemas apontados por usuários e autoridades, como frota envelhecida, falta de manutenção e falhas na prestação do serviço, que prejudicam a rotina de milhares de passageiros.
A intervenção começa com a publicação de decreto, designação de interventor e abertura de procedimento administrativo para apurar responsabilidades e irregularidades no contrato. A fase garante direito à ampla defesa do Consórcio e pode durar até 210 dias, incluindo prorrogação se necessário, enquanto o município avalia a prestação do serviço e planeja ajustes para maior eficiência.
Entre as possíveis medidas está a caducidade da concessão, que permitiria à Prefeitura assumir imediatamente a operação do transporte coletivo. Nesse caso, todos os bens e direitos transferidos à empresa voltariam ao poder público, garantindo que os ônibus continuem circulando e que melhorias sejam implementadas sem interrupção do serviço.
A intervenção também prevê a correção de falhas financeiras e técnicas detectadas pelo MPMS e pela CPI do Consórcio Guaicurus, com foco na regularidade da frota e no atendimento à população. O objetivo é assegurar que usuários tenham acesso a transporte coletivo seguro, funcional e eficiente, sem custos adicionais para o município.
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