A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) abriu processos administrativos contra três empreiteiras responsáveis por obras de infraestrutura em Mato Grosso do Sul após a saída do ex-diretor-presidente Rudi Fiorese, preso em investigação sobre supostos desvios em contratos públicos.
Os documentos publicados no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (21) mostram que as empresas Engenharia e Comércio Bandeirantes Ltda., Via Magna Infraestrutura Ltda. e Construtora Artec S/A — esta última em recuperação judicial — receberam notificações da agência estadual.
Os processos apontam indícios de descumprimento contratual, falhas estruturais em pavimentos e ausência de correções, mesmo após notificações técnicas emitidas pela Agesul.
No caso da Engenharia e Comércio Bandeirantes, a agência rejeitou formalmente as justificativas apresentadas pela empresa sobre irregularidades relacionadas ao Contrato 229/2020. A apuração será conduzida por comissão presidida por Franklin de Oliveira Silva.
Já a Via Magna Infraestrutura virou alvo de investigação após relatórios técnicos identificarem rachaduras e outras patologias no asfalto executado pela empresa no âmbito do Contrato 125/2021. Segundo a Agesul, os problemas persistiram mesmo após os prazos concedidos para reparos voluntários.
A Construtora Artec S/A também responderá a processo sancionador por supostas falhas em obras de pavimentação ligadas ao Contrato 033/2021. Relatórios da Gerência de Obras Viárias apontaram defeitos estruturais no pavimento e descumprimento de notificações de correção.
Os atos foram assinados pelo diretor-presidente da Agesul, Gil Marcio Franco, que assumiu o comando da autarquia após a saída de Rudi Fiorese.
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