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Polícia Sábado, 04 de Julho de 2026, 15:28 - A | A

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Mato Grosso do Sul

Polícia investiga se homem foi arrastado antes de morrer carbonizado

Vestígios de sangue e posição do corpo levantam suspeita de homicídio antes do incêndio que destruiu barraco

Elaine Oliveira
Capital News

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de um homem conhecido como "Baixinho", encontrado carbonizado na manhã de sexta-feira (3) em um barraco às margens do córrego Anhanduí, no Jardim Jacy, em Campo Grande. A principal suspeita é de que a vítima tenha sido arrastada antes do incêndio.

Segundo o boletim de ocorrência, o barraco foi completamente destruído pelas chamas, que também atingiram a vegetação e a área ao redor, em um raio de aproximadamente cinco metros.

Durante os trabalhos periciais, o corpo de "Baixinho" foi localizado carbonizado sob as molas de um colchão. A perícia encontrou marcas de sangue nas proximidades, indicando que a vítima pode ter sido arrastada até o local onde foi encontrada.

Os peritos também identificaram restos de colchão queimado sob o corpo, o que reforça a hipótese de que a vítima tenha sido colocada debaixo do colchão antes ou durante o incêndio.

Uma mulher que morava em um barraco vizinho informou à polícia que conhecia a vítima apenas pelo apelido. Ela contou que viu "Baixinho" pela última vez na tarde de quinta-feira (2), por volta das 16h. Horas depois, por volta das 20h, percebeu que o barraco estava em chamas e deixou a região.

Segundo o registro policial, a testemunha retornou ao local apenas na manhã de sexta-feira, quando encontrou o barraco destruído e pediu que moradores acionassem o Corpo de Bombeiros.

Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) estiveram na área, recolheram imagens de câmeras de segurança e iniciaram diligências para esclarecer o caso.

Testemunhas e comerciantes da região relataram que a vítima era usuária de entorpecentes, mas disseram desconhecer possíveis desavenças que pudessem ter motivado o crime.

Ao final da perícia, foram coletadas amostras de sangue para análise, enquanto a Polícia Civil solicitou exame necropapiloscópico ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para confirmar oficialmente a identidade da vítima.

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