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Polícia Domingo, 21 de Junho de 2026, 08:55 - A | A

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Mato Grosso do Sul

Operação apreende motos com sinais de adulteração em Campo Grande

Ação integrada da Polícia Civil, GCM e Agetran reforça combate ao comércio ilegal de veículos clonados e adulterados

Elaine Oliveira
Capital News

Uma operação conjunta da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), Guarda Civil Metropolitana (GCM) e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) resultou na apreensão de duas motocicletas com indícios de adulteração de sinais identificadores em diferentes regiões de Campo Grande.

As apreensões ocorreram nesta quinta-feira (18) e foram resultado de um trabalho integrado de inteligência desenvolvido pelos órgãos de segurança e fiscalização. A ação faz parte das estratégias de enfrentamento aos crimes relacionados à adulteração e clonagem de veículos na Capital.

Segundo a Defurv, a operação reforça o compromisso das instituições com a segurança pública, a proteção do patrimônio dos cidadãos e o combate às organizações criminosas que atuam no mercado ilegal de veículos furtados, roubados e adulterados.

As autoridades alertam que a circulação de veículos clonados ou com sinais identificadores adulterados gera impactos diretos para toda a sociedade. Entre os principais prejuízos estão os riscos enfrentados por compradores de boa-fé, que podem perder o veículo e o valor investido após a apreensão do bem.

Além disso, esse tipo de prática contribui para o fortalecimento de grupos criminosos envolvidos em furtos e roubos de veículos, dificulta a rastreabilidade em investigações policiais e compromete a arrecadação de tributos e taxas relacionadas ao licenciamento.

Outro ponto destacado pelas autoridades é o risco à segurança viária, já que veículos adulterados muitas vezes não possuem histórico confiável de manutenção, aumentando o perigo para condutores, passageiros e demais usuários das vias.

A Polícia Civil também reforçou que a legislação brasileira prevê punição não apenas para quem realiza a adulteração, mas também para quem adquire, transporta, conduz, mantém em depósito, vende ou utiliza veículo que deveria saber estar com sinais identificadores adulterados ou remarcados.

Conforme a legislação penal, as penas para esse tipo de crime podem variar de três a seis anos de reclusão, além de multa, podendo ser agravadas de acordo com as circunstâncias de cada caso.

As investigações continuam para identificar possíveis envolvidos e desarticular esquemas ligados ao comércio clandestino de veículos adulterados na Capital.

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