Luciana Nassar/Alems

Ex-deputado estadual estava foragido desde julho e foi levado para a Polícia Federal em Corumbá
O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, deve ser levado para Campo Grande após ser preso na Bolívia e entregue às autoridades brasileiras.
Ele passou nesta segunda-feira (3) pela sede da Polícia Federal em Corumbá, onde foram realizados os procedimentos referentes ao mandado de prisão expedido pela Justiça de Mato Grosso do Sul.
Após a passagem pela unidade da PF, o ex-parlamentar será transferido para a Capital, onde deverá permanecer sob custódia e ser encaminhado a uma unidade prisional.
A transferência ocorre após o cumprimento da ordem judicial relacionada à condenação dele por crimes investigados no Estado.
O mandado de prisão foi expedido pelo juiz José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal, e apresentado oficialmente durante o atendimento na Polícia Federal em Corumbá. O documento foi assinado por Neno Razuk e pelo advogado que o acompanha.
A prisão aconteceu na noite de domingo (2), durante uma abordagem realizada por policiais bolivianos. Segundo as informações, ele apresentou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e acabou detido pelas autoridades do país vizinho.
Considerado foragido desde julho, Neno Razuk foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.
Na última semana, a Justiça estadual autorizou a inclusão do nome dele na lista de Difusão Vermelha da Interpol. O procedimento ainda não havia sido concluído quando ocorreu a prisão na Bolívia.
• Saiba mais sobre: Operação Successione
Neno Razuk foi alvo das fases da Operação Successione desde dezembro de 2023 e já foi condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. A condenação ainda é objeto de recurso.
Em maio deste ano, o ex-deputado perdeu o mandato após uma recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral. Além da condenação, ele também responde à quarta fase da Operação Successione, que investiga crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, roubo, violação de sigilo funcional e exploração de jogos de azar.
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