Divulgação/ Polícia Federal

Ex-deputado Neno Razuk foi entregue as autoriedades brasileiras de Corumbá
O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), conhecido como Neno Razuk, está na sede da Polícia Federal de Corumbá, a 427 quilômetros de Campo Grande, prestando depoimento após ser detido na Bolívia.
Conforme apurado pela reportagem do Capital News, Neno assinou a ordem de prisão e ainda nesta manhã deverá ser encaminhado ao IML (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para realização de exame de corpo de delito.
Condenado em primeira instância na Operação Successione, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), e considerado foragido desde 8 de julho deste ano, ele foi detido no país vizinho por permanecer em situação irregular.
A Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou no último ia 28 de julho, a inclusão do nome de Neno Razuk na lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). O processo esta em andamento e até o momento da prisão, não havia mandado internacional de captura contra o ex-parlamentar.
Operação Successione
Neno Razuk foi condenado a 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho. Durante o período em que exercia o mandato de deputado estadual, ele respondia ao processo em liberdade devido à imunidade parlamentar prevista na Constituição Federal.
Segundo o Gaeco, órgão ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Razuk e familiares integravam uma organização criminosa investigada por comandar a exploração do jogo do bicho em Dourados.
O pai do ex-deputado, Roberto Razuk, cumpre prisão domiciliar em razão de problemas de saúde e, conforme as investigações, está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Os irmãos de Neno Razuk, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, também estão presos. Além deles, o advogado Rhiad Abdulahad permanece detido. Todos são apontados pelo Ministério Público como integrantes da cúpula da organização criminosa investigada.
• Saiba mais sobre: Operação Successione
As investigações indicam que o grupo buscava assumir o controle da exploração do jogo do bicho após a deflagração da Operação Omertà. Conforme o MPMS, integrantes da organização também teriam participado de roubos contra uma facção rival em Campo Grande, em 2023.
Em nota, a defesa de Neno Razuk informou que ainda não teve acesso ao mandado de prisão e, por esse motivo, afirmou que não irá se manifestar sobre a decisão judicial neste momento.
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