Duas execuções registradas em menos de 24 horas em Sidrolândia, a 70 quilômetros de Campo Grande, são investigadas pela Polícia Civil e podem estar relacionadas a um conflito entre grupos criminosos que vem ocorrendo no município.
O caso mais recente teve como vítima Leomar Nunes, assassinado na madrugada desta sexta-feira (11), no bairro Jatobá. Segundo informações do registro policial, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta e um deles estava encapuzado e vestido com roupas pretas.
Assim que chegaram, os suspeitos teriam anunciado: “Aqui é Comando Vermelho, CV, CV”.
Na sequência, a dupla teria arremessado dois artefatos contra o barraco de uma mulher, aparentemente coquetéis molotov, e efetuado diversos disparos contra Leomar. Os objetos não chegaram a provocar incêndio.
A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para atendimento médico, mas morreu horas depois.
A equipe da 8ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) foi acionada e isolou a área até a chegada da Polícia Civil e da perícia. No local, foram recolhidos cinco cartuchos deflagrados e quatro munições intactas de calibre 9 milímetros, além de um dos artefatos que teria sido usado no ataque.
‘Boladinho’ também foi executado
Horas antes, na noite de quinta-feira (10), Raphael Deiner Santos Barbosa, conhecido como “Boladinho”, também foi morto a tiros em Sidrolândia.
Por volta das 22h30, a Polícia Militar foi acionada após testemunhas relatarem que dois homens chegaram de bicicleta enquanto a vítima estava sentada em frente de casa com amigos. Os suspeitos efetuaram os disparos e fugiram em direção ao bairro São Bento.
“Boladinho” ainda tentou escapar, mas caiu no chão. Um dos autores seria conhecido da vítima, enquanto o segundo ainda não foi identificado.
Durante o ataque, um dos amigos que estava com “Boladinho” correu para os fundos da residência. Outro fugiu no sentido contrário e acabou procurando atendimento médico, apresentando escoriações pelo corpo.
A área foi isolada pela PM até a chegada da Polícia Civil e da perícia.
Conflito entre grupos é investigado
Testemunhas relataram à polícia que “Boladinho” havia se envolvido em duas discussões antes de ser executado. Uma delas teria ocorrido com um rapaz de 27 anos.
Os policiais foram até a residência desse homem, que confirmou ter estado com a vítima e presenciado a discussão. Ele afirmou, porém, que apenas tentou separar os envolvidos e deixou o local posteriormente.
Familiares também relataram outra discussão envolvendo “Boladinho” e um adolescente. Segundo a família, o menor teria dormido na casa da vítima na noite anterior ao crime, mas os dois discutiram durante o dia, possivelmente por um conflito entre grupos criminosos.
Ainda conforme o relato, o adolescente teria afirmado pertencer a uma facção rival à supostamente ligada a “Boladinho”, o que teria provocado a briga.
Os responsáveis pela execução ainda não foram localizados. A polícia investiga se a morte de “Boladinho” e o assassinato de Leomar fazem parte de uma sequência de ataques relacionados à disputa entre facções em Sidrolândia.
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