Um homem de 47 anos foi preso por posse irregular de arma de fogo durante a Operação Gutenberg, deflagrada nesta terça-feira (7) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A prisão ocorreu em Dourados, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
Segundo o boletim de ocorrência, as equipes encontraram uma espingarda e munições na residência do suspeito. Ele foi levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados. A esposa dele, uma dentista, também foi alvo da operação.
Outro caso semelhante ocorreu em Porto Murtinho, onde um servidor da prefeitura, também alvo de busca, foi preso após ser encontrado com uma arma. Ele pagou fiança e foi liberado.
A Operação Gutenberg cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Entre os alvos confirmados estão empresários, médicos, advogados, servidores públicos e um ex-prefeito. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes.
De acordo com o Gaeco, o grupo utilizava a Central Estadual de Regulação de Saúde como um “balcão de negócios”. As investigações apontam que a liberação de exames e internações era usada como forma de pressionar gestores públicos a comprarem livros, em um esquema que teria movimentado mais de R$ 27 milhões em recursos públicos.
O nome da operação faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros. Segundo o Ministério Público, os materiais eram usados pelo grupo investigado como forma de dar aparência legal às negociações.
• Saiba mais sobre: Operação Gutenberg
O Governo de Mato Grosso do Sul informou que irá afastar ou exonerar servidores envolvidos na investigação. Entre os citados estão o coordenador da regulação estadual, Ed Carlos Britto Burgatt, o ex-prefeito de Fátima do Sul, Júnior Vasconcelos, e Felipe Paroschi Jafar, servidor comissionado da Agesul.
Júnior Vasconcelos, que atualmente atua como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, também foi preso. O deputado Jamilson Name divulgou nota afirmando que não possui relação com a investigação e declarou apoio ao andamento das apurações dentro do devido processo legal.
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