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Polícia Terça-feira, 23 de Junho de 2026, 15:58 - A | A

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Tráfico de drogas

Cocaína escondida em 230 toneladas de madeira pode resultar na maior apreensão da história do Brasil

Carga saiu da Bolívia, passou por Mato Grosso do Sul e está sob perícia da Polícia Federal; resultado deve ser concluído em cinco dias

Elaine Oliveira
Capital News

A perícia nas 230 toneladas de madeira que escondiam cocaína e foram apreendidas no último domingo (21) deve ser concluída nos próximos cinco dias. A carga, considerada uma das maiores já interceptadas no país, era transportada em oito caminhões que saíram de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e tinham passagem por Mato Grosso do Sul.

Segundo apuração, todo o material está sendo analisado pela Polícia Federal, que trabalha para determinar a quantidade exata de droga escondida na carga. Caso a suspeita seja confirmada, a operação poderá entrar para a história como a maior apreensão de cocaína já realizada no Brasil.

Mato Grosso do Sul aparece como ponto estratégico na rota utilizada pela organização criminosa. Dos oito caminhões envolvidos, quatro foram interceptados em Corumbá, cidade localizada na fronteira com a Bolívia. Os outros quatro veículos foram apreendidos no estado de Mato Grosso.

“Se confirmada, essa será a maior apreensão de cocaína realizada no Brasil”, afirmou o delegado da Receita Federal em Cuiabá (MT), Raimundo Mendes.

As investigações ainda buscam identificar o destino final da droga. Documentos de transporte indicavam que parte das cargas teria como destino os municípios de Campo Grande e Anastácio, em Mato Grosso do Sul, além de Curitiba, no Paraná. No entanto, as autoridades trabalham com a hipótese de que esses endereços tenham sido utilizados apenas como fachada logística e não representem o destino real do entorpecente.

A operação reforça a importância de Mato Grosso do Sul no combate ao tráfico internacional de drogas, especialmente devido à extensa faixa de fronteira com países produtores de cocaína. Enquanto a perícia avança, a Polícia Federal e a Receita Federal seguem aprofundando as investigações para identificar os responsáveis pelo esquema e a rede de distribuição envolvida.

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