O casal preso pelo sequestro da bebê Ayla Emanuelly, de apenas 28 dias, foi entregue à Polícia Federal de Ponta Porã após ser localizado no Paraguai. Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa foram detidos pela polícia paraguaia no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero.
Durante a entrega, as autoridades descobriram que Weliton utilizava documentos falsos para esconder sua identidade e evitar ser localizado no Brasil. Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela Vara da Comarca de Apuí, no Amazonas.
O homem possui condenação definitiva a 11 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, por homicídio. Agora, ele e Suzilaine permanecem à disposição da Justiça pelo envolvimento no sequestro da recém-nascida.
A bebê foi resgatada com vida e entregue à Polícia Federal. Após passar por atendimento médico em Pedro Juan Caballero, Ayla foi encaminhada para Ponta Porã, onde permanece em um abrigo sob proteção institucional.
Exames realizados na criança apontaram que ela está bem de saúde. Segundo as informações repassadas pelas autoridades, a bebê está mamando normalmente e permanece acompanhada enquanto são realizados os procedimentos necessários para o reencontro com a família.
Reencontro depende de trâmites judiciais
Como Ayla foi localizada em território paraguaio, o retorno da criança ao Brasil segue protocolos específicos de repatriação. O Conselho Tutelar acompanha o caso e aguarda os procedimentos determinados pela Justiça para que a recém-nascida seja entregue aos familiares.
Em Campo Grande, a mãe da bebê, de 17 anos, e outros familiares estiveram na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) em busca de informações sobre o andamento do caso.
A adolescente relatou ter passado mais de 13 horas em poder dos suspeitos junto com a irmã, de 12 anos, e a recém-nascida.
Bebê foi levada para o Paraguai
Ayla desapareceu na quinta-feira (6), depois que a mãe foi atraída para uma residência sob o pretexto de cuidar de uma criança. Conforme o relato da família, a adolescente teria sido dopada e mantida em cativeiro junto com a irmã e a bebê.
Após a libertação das adolescentes, a recém-nascida permaneceu em poder dos criminosos.
As forças de segurança brasileiras acionaram as autoridades paraguaias e compartilharam informações por meio do acordo de cooperação policial internacional. A partir das informações repassadas, a polícia paraguaia localizou o imóvel onde a criança estava.
O casal foi preso durante a madrugada de domingo (9), e Ayla foi encontrada com vida.
Outro suspeito já havia sido preso
No sábado (8), um homem também foi preso em Campo Grande por suspeita de envolvimento no caso. Segundo a investigação, ele teria emprestado uma residência no bairro Universitário que teria sido utilizada para esconder a bebê.
A família do suspeito afirmou que ele seria inocente e que apenas havia emprestado o imóvel a um conhecido. A polícia investiga ainda se ele possui ligação com a mulher que teria ficado com Ayla após o sequestro.
O caso continua sendo investigado pela DEPCA, com apoio das forças de segurança brasileiras e paraguaias.
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