O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um chamado urgente à comunidade internacional para que sejam doados US$ 2,5 bilhões com o objetivo de enfrentar a crise. O diretor do Banco Mundial, Robert Zoellick, assegurou que "as próximas semanas serão críticas", e disse que sua entidade pretende criar um fundo para financiar os países mais pobres e ajudar sua agricultura.
Zoellick pediu que os países parem de impor restrições às exportações de alimentos como forma de combater a crise. Ele alegou que essas medidas só provocarão maiores elevações nos preços.
Em entrevista coletiva após a reunião, Ban Ki-moon considerou um "desafio sem precedentes" a explosão dos preços dos alimentos no mercado mundial, ao informar sobre a reunião que acontece desde segunda-feira (28) em Berna, na Suíça, com os diretores de várias agências da ONU e de organismos como o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio (OMC).
"Se os fundos que solicitamos aos doadores não forem plenamente cobertos, corremos o risco de presenciar ainda mais o aumento da fome, da desnutrição e do surgimento de distúrbios sociais em uma escala sem precedentes", disse o secretário-geral.
Na reunião, foram estabelecidas entre as causas da crise a falta de investimentos no setor agrícola, os subsídios que distorcem o comércio, os subsídios aos biocombustíveis, as más condições climatológicas e a degradação do meio ambiente. (com informações da Reuters, da EFE e da France Presse)
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