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Interior Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009, 10:11 - A | A

Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009, 10h:11 - A | A

Trabalhadores criticam Indústria Mabel, em Três Lagoas

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

Os empregados da Indústria de Biscoitos Mabel, em Três Lagoas, aguardam desde agosto uma posição da empresa a respeito do pedido de reajuste salarial de 13% encaminhado pelo sindicato da categoria. Esse é um dos itens da Convenção Coletiva de Trabalho 2009/10 que já deveria ter sido fechada já que a data base dos trabalhadores é 1º de novembro. As críticas são de Nilson Cavalcante, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Três Lagoas e Brasilândia. 

O sindicalista considerou um desrespeito da direção da Mabel para com os funcionários, que são os maiores responsáveis pela produção cada vez maior da empresa no Estado. Nilson Cavalcante levou o problema para a Federação dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Mato Grosso do Sul – FTIA/MS, que entrou na briga em favor dos empregados. 

Vilson Gimenes Gregório, presidente da federação disse que a empresa precisa respeitar a legislação e sentar para negociar a nova convenção. “Pelo que soubemos, todos os anos tem sido assim, a empresa demonstra total desinteresse em negociar reposição salarial e aumento real aos funcionários”, comentou. Ele informou também que o assunto já foi levado a conhecimento do Ministério Público do Trabalho que ainda não se manifestou a respeito.

“Os empregados estão aflitos e na expectativa de saberem o percentual que seus salários terão a partir de 1º de novembro, para poderem se programar nesta reta final do ano”, comentou Nilson Cavalcante a reportagem do Capital News por meio de sua assessoria). Ele tece duras críticas à Mabel que só demonstra interesse no trabalho dos empregados e no “famigerado” banco de horas, que consiste em fazer com que os funcionários façam horas extras sem receber em dinheiro. “Elas (horas) ficam armazenadas no banco de horas para que a empresa conceda folgas quando bem entender”, criticou o sindicalista.

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