O município de Naviraí não está mais atendendo pacientes de outras cidades que recorrem aos serviços médicos, tanto no hospital como nos centros e especialidades médica e odontológica. A partir de agora só serão acolhidos os casos de urgência e emergência. A decisão foi anunciada em meados de 2014, pelo atual Prefeito Léo Matos, segundo ele, para “contenção de gastos”.
Segundo informações da Prefeitura, o Município gastou 36 milhões com o setor de saúde no ano passado. Desse valor, apenas 15 milhões foram divididos pelo estado e união, e 21 milhões bancados pela municipalidade. “Gastamos R$ 9 milhões acima do que é obrigatório, isso é muito e estamos inviabilizando outras áreas da administração” diz o prefeito.
Para cortar os atendimentos, a Gerência de Saúde não está aceitando as solicitações das cidades vizinhas, dentro da chamada rede vaga, de acordo com a Gerente Anelize Andrade, o valor recebido pelo município não compensa. Também estão suspensas todas as cirurgias eletivas, os atendimentos dos médicos especialistas e na área odontológica. A prefeitura reclama que o repasse do estado é de apenas 64 mil, a cada mês, diante de uma despesa de 1,5 milhão, apenas do hospital. “Estamos contando com a sensibilidade do Governador Reinaldo Azambuja e do Secretário Nelson Tavares, que já tem conhecimento da situação e prometeram nos ajudar” ressalta o Prefeito Léo.
A partir de agora os pacientes que procuram as unidades de saúde em Naviraí, terão além de apresentar o comprovante de residência responder a outras informações. De acordo com a Gerência de Saúde, o município atende por mês, cerca de 200 pacientes, oriundos dos municípios vizinhos.


