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Interior Domingo, 23 de Março de 2008, 10:45 - A | A

Domingo, 23 de Março de 2008, 10h:45 - A | A

Iagro adota novas medidas para vistoria de laticínios

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

A Gestoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Gipoa) da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) está adotando este ano um cronograma de execução das irregularidades descritas nos relatórios de supervisão (resultado das vistorias). A finalidade é melhorar a estrutura das indústrias de laticínios registradas no SIE/MS (Serviço de Inspeção Estadual de MS).

A vistoria de supervisão é realizada periodicamente pelos fiscais da Gipoa e unidades locais. Segundo a médica veterinária da gestoria, Talita Costa Pardo, este ano já foi registrado um exemplo bem sucedido do novo procedimento. Trata-se de um laticínio que havia sido notificado para solucionar pendências apontadas no relatório de supervisão de janeiro de 2007 com prazo de um ano para sanar os problemas.

“Este ano, verificamos que o prazo havia expirado e o proprietário não tinha cumprido as exigências. Por ter sido notificada quanto à exigência, a indústria foi suspensa, porém através de uma reunião entre Gipoa, representante da indústria e diretoria da Iagro, estabelecemos um prazo, que vai até o dia 31 de março, para checar o cumprimento das exigências por parte do laticínio”, relata Talita.

Ações Gipoa

O trabalho da Gipoa, no que se refere às indústrias de laticínios, é feito com a finalidade de manter o controle de qualidade dos produtos registrados no SIE. Semanalmente, as atividades são realizadas em indústrias de leite. Já para a produção de queijo, iogurte, bebida láctea e doce de leite, o trabalho é feito mensalmente.

O controle fiscal é realizado quando a verificação da qualidade indica que há alguma irregularidade que está resultando em um produto com valores microbiológicos acima do permitido pela legislação. “A prioridade é dada aos resultados insatisfatórios das análises microbiológicas [coliformes fecais], porém não anula os procedimentos quanto aos resultados físico-químicos excessivamente fora dos padrões como excesso de água, neutralizantes, etc”, explica Talita.

Segundo ela, o controle fiscal é um procedimento adotado como ferramenta para a aplicação de penalidades previstas no regulamento que rege o Serviço de Inspeção. “Quando confirmado o problema através do controle fiscal, a indústria é suspensa até que sane as irregularidades. Para retornar às atividades, o estabelecimento deve apresentar dois controles de qualidade satisfatórios. Isso gera o controle fiscal que, estando também dentro dos padrões, será uma das condições para o retorno às atividades”, informa.

Além de ter que provar através das análises laboratoriais que o problema responsável pela contaminação foi encontrado e resolvido, a indústria deve cumprir todas as exigências listadas no Relatório de Supervisão realizado pelo fiscal estadual agropecuário do município ou da Gipoa. (Com Informações do Governo MS)

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