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Interior Terça-feira, 04 de Dezembro de 2007, 18:25 - A | A

Terça-feira, 04 de Dezembro de 2007, 18h:25 - A | A

Funcionários voltam a parar as atividades na usina de álcool Quebra Coco

Da Redação

Os trabalhadores da usina de ácool Quebra Coco, resolveram paralisar suas atividades na indústria a partir de hoje, no município de Sidrolândia. O motivo da paralisação foi que o usineiro José Pessoa, presidente do Sindicato das Usinas de Álcool de Mato Grosso do Sul e Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Mato Grosso do Sul, José Roberto Silva, um dos maiores produtores de álcool e açúcar do País, não cumpriu o acordo firmado no Ministério Público do Trabalho, de efetuar o pagamento da 1ª parcela do 13º salário dos trabalhadores, previsto para o dia 30 de novembro e nem mesmo no prazo estabelecido no acordo, que era até o dia 3 de dezembro.

A iniciativa dos trabalhadores já está devidamente amparada pela justiça e está inclusive previsto no documento assinado pela usina e pelos trabalhadores homologado pelo MPT. O órgão público reconhece o movimento de greve como legal.

De acordo com o representante do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Fabricação do Açúcar e Álcool de Rio Brilhante, no distrito de Quebra Coco – município de Sidrolândia – Oviedo Santos, são mais de 400 trabalhadores paralisados, que reclamam seus direitos. Na semana passada ele trouxe para Campo Grande uma caravana de 7 ônibus com mais de 300 trabalhadores para manifestar, perante a sociedade, sua indignação pelo atraso de salário há quase um mês. O pagamento acabou sendo efetuado na terça-feira (27).

Oviedo informou que os atrasos nos pagamentos de salário tem sido constante nos últimos meses. Ele espera que o empresário José Pessoa pague os salários em dia e também as parcelas do 13º salário, um direito os trabalhadores.

O presidente do FTI/MS, José Roberto Silva encaminhou hoje (4) ofício ao Ministério Público do Trabalho, informando sobre o novo quadro que se formou na usina Quebra Coco das empresas Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool – CBAA e Agrisul. “Esperamos contar com o apoio do Ministério para resolver mais esse impasse”, comentou.

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