Durante o fim de ano é normal as empresas contratarem funcionários temporários, devido ao aumento da procura dos consumidores. Em Corumbá foram efetivados 300 desses 600 funcionários. Segundo o presidente do Sindicato dos Comerciários da cidade, Aloizio Carmo de Campos, que está otimista com o setor nesse início de ano apesar de não ter o turismo de pesca desde o final de outubro de 2008, quando começou o período de Piracema (até 28 de fev. de 2009), as vendas seguiram bem aquecidas.
Aloizio informou também mesmo com a crise na indústria de minério de Corumbá, as vendas do comércio, não diminuíram. Muitos empregados naquele setor acabaram sendo demitidos. “Ficamos preocupados, mas o comércio agüentou firme esse baque e manteve-se com saldo positivo”, explicou o líder sindical.
Corumbá conta hoje com pouco mais de 2 mil empregados no comércio e boa parte deles são comissionados. Com isso, acabaram tendo um bom faturamento com as vendas bem aquecidas no final do ano. Só a Prefeitura injetou cerca de R$ 22 milhões em novembro e dezembro com o pagamento de salários e 13º. No período de Piracema, segundo Anízio, aquece o turismo de fotografia na região do Pantanal e isso acaba influenciando positivamente para o comércio da cidade, de maneira direta ou indireta, explica ele.
O presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Mato Grosso do Sul FETRACOM/MS, Idelmar da Mota Lima disse que o bom desempenho do comércio de Corumbá é uma condição que se verifica em quase todos os municípios de Mato Grosso do Sul. Felizmente a crise internacional abalou pouco o Brasil e particularmente nosso Estado está muito bem. “Esperamos que 2009 seja assim, com a economia em alta não só no setor comercial, mas também nos demais segmentos de nossa economia”, comentou.


