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Interior Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010, 10:50 - A | A

Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010, 10h:50 - A | A

Agraer incentiva cultura do urucum em assentamentos

Lucas Junot - Capital News (www.capitalnews.com.br)

A Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) de Nova Alvorada do Sul está incentivando o cultivo de urucum nos assentamentos locais. A iniciativa faz parte das ações do governo do Estado para fortalecer a agricultura familiar.

Uma parceria com o Sindicato Rural do município, na última semana, organizou uma visita técnica a áreas de cultivo de urucum nos assentamentos Jaburu, PAM e Pana, com a presença da pesquisadora do Instituto Agronômico de Campinas, Eliane Gomes Fabri, engenheira agrônoma que vem estudando a cultura do urucum em diferentes regiões do Brasil.

Pesquisadora e assentados trataram dos aspectos agronômicos da cultura, abordando o manejo necessário para a obtenção de uma melhor produtividade e a comercialização do produto, seus usos e perspectivas de mercado.Eliane informa que o cultivo do urucum é uma alternativa viável para a agricultura familiar, com a qual “pode-se obter uma excelente renda”.

De acordo com engenheira agrônoma no estado de São Paulo, a área plantada de urucum cresceu 30% passando de 2.300 hectares em 2005 para 3 mil hectares este ano. “Há demanda para sustentar um crescimento maior ainda, mas a indústria é rígida e exige qualidade”, argumenta.

A gestora de Desenvolvimento Rural da Agraer de Nova Alvorada do Sul, Elisméia de Lima Borges explica que o urucum é uma alternativa de geração de renda adequada às pequenas propriedades do município. “O município já apresenta mais de 60 hectares de área cultivada concentrados em pequenas propriedades. Temos o cuidado de capacitar estes produtores constantemente, pois sabemos que, ao adotar alguns tratos culturais simples, como adubação e calagem e aumentar o teor de corante da planta, a indústria paga um preço maior. Atualmente paga-se em torno de R$ 3,00 o quilo. Com uma produtividade média entre 1000 e 1500 quilos por hectare, é possível ganhar até R$ 4 mil por hectare”, afirma Elisméia.

A produção de urucum do município sempre foi comercializada por quilo e não através do percentual de teor do corante como é feito normalmente. “A partir da próxima safra, pretendemos mudar essa situação. Esperamos que o produtor possa negociar sua produção a um preço mínimo de R$ 1,00 por percentual de teor do corante. Através de uma assistência técnica diferenciada prestada pela Agraer aos urucultores locais e à correta aplicação das técnicas de manejo pelos produtores, foi possível aumentar o teor de corante da planta, que antes estava abaixo do ideal. Com isso, os produtores vão poder lucrar mais na atividade”, avalia a gestora.
 

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