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Saúde Quinta-feira, 19 de Março de 2015, 17:59 - A | A

Quinta-feira, 19 de Março de 2015, 17h:59 - A | A

Após um ano de investigações, Sangue Frio contabiliza prejuízos de R$ 11 milhões

Kemila Pellin - Capital News

Com prejuízos contatos em R$ 11 milhões, a operação Sangue Frio, que prendeu suspeitos de desvio de dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) em hospitais públicos de Campo Grande, completou dois anos nesta quinta-feira (19). Quatro inquéritos foram abertos, três já estão concluídos e 20 pessoas indiciadas.

De acordo com a Polícia Federal, foram constatados fraudes em licitações, peculato e corrupção passiva. As investigações ainda seguem em segredo de Justiça.

Para entender:

No dia 19 de março de 2014, a Polícia Federal bateu na casa de diretores de dois dos principais hospitais do estado, Hospital do Câncer e Hospital Universitário, recolhendo documentos e computadores, tanto nas residências como nos hospitais, trazendo à tona escândalo de corrupção no tratamento contra o câncer por meio da Operação Sangue Frio. A Controladoria Geral da União (CGU) e os Ministérios Públicos Federal e Estadual também participara da ação.

Quando a operação foi deflagrada, os suspeitos já estavam sendo investigados. Diretores dos hospitais, funcionários e fornecedores tiveram o sigilio telefônico quebrado. Dos inquéritos concluídos, um já está com o Ministério Público Federal (MPF) e os outros dois devem ser encaminhados nos próximos dias.

Três pessoas foram indiciadas na investigação que apura irregularidades no Hospital de Câncer: o médico e ex-diretor da unidade de saúde, Adalberto Siufi; a filha dela, ex-diretora financeira do hospital, Betina Siufi, e o ex-tesoureiro de lá. Os três podem responder por crimes de estelionato, peculato e violação de dever na administração pública, todos na forma continuada, que é quando as irregularidades se repetem várias vezes.

No Hospital universitário, dois inquéritos apuram irregularidades. Um deles investigou o setor de cardiologia, especialidade médica do então diretor José Carlos Dorsa, e o outro, contratos para a compra de equipamentos e prestação de serviços nas áreas de nutrição e construção civil. Ao todo, 17 pessoas foram indiciadas. Dorsa, três assessores dele, três servidores do HU e 10 empresários e representantes de empresas. Eles vão responder pelos crimes de corrupção passiva, peculato, dispensa ilegal, fraude à licitação e formação de quadrilha.

Com a mudança na diretoria do HU, a CGU já detectou economia de R$ 2,5 milhões. A CGU monitora gastos públicos do HU e já identificou o cancelamento de três contratos, ou desnecessários ou superfaturados.
 

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