O clássico Comerário teve vitória do Galo no primeiro turno, troco do Colorado no segundo e agora vem o desempate no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MS). Nesta quinta-feira (1), às 18h, o Tribunal analisa a culpa ou não dos envolvidos na confusão envolvendo jogadores dos dois times no final da partida em que o Comercial que teve como protagonista o atacante Jéfferson Reis que agrediu o gandula Tadeu Krutter após esse comemorar o gol vermelho. Além dos dois envolvidos foram citados na súmula do árbitro Paulo Henrique Salmázio o atacante Rodrigo Grahl e o massagista do Operário FC, Raul dos Prazeres, e o lateral comercialino Jéferson Baré.
No julgamento, a situação mais complicada é de Jéfferson. O jogador, afastado do elenco operariano, foi flagrado pelas câmeras socando Tadeu enquanto esse já estava caído e vai responder por agressão a outra pessoa, de acordo com o artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Além disso, foi enquadrado também no artigo 257 que diz respeito à envolvimento em confusão.
Outro jogador do Operário citado na súmula por Salmázio é Rodrigo Grahl. Segundo o documento, ele teria agredido um outro gandula e será julgado por isso. O atleta nega essa versão e diz ter entrado na confusão para tentar apaziguar os ânimos. Outro julgado será o massagista Raul dos Prazeres, citado como primeiro agressor à Tadeu.
O Comercial, mandante do jogo, também será julgado por ser o responsável pela segurança e comportamento das pessoas que trabalham na partida, entre eles, os gandulas.
Entenda o caso
A confusão em que se envolveram diversos jogadores dos dois clubes começou após o gol de Jô, para o Comercial, aos 45 minutos do segundo tempo. Assim que o jogo reiniciou, a bola estava no ataque do Operário quando a partida foi paralisada. Ao fundo do gol do Operário, Jéferson Reis, que já havia disso substituído, imobilizou um dos gandulas e o socava e só parou quando chegaram jogadores do banco do Operário e o atacante Jô, do Comercial, para separar.
Depois, porém, a confusão voltou entre os jogadores, o que fez o árbitro Paulo Henrique Salmázio expulsar o lateral Jéferson Baré, do Comercial, o atacante Rodrigo Grahl e o próprio Jéferson, do Operário para, em seguida, encerrar a partida.
As versões para o início da confusão são conflitantes. Segundo o Operário, o primeiro a agredir foi o gandula Tadeu quando o massagista foi conversar com ele após a comemoração do gol, que, de acordo com os jogadores, teria sido ofensiva à eles e á torcida. A ação teria gerado a confusão que se viu depois.
Já Tadeu afirma que comemorou o gol sem agredir ninguém e que Raul dos Prazeres lhe deu o primeiro soco, seguido depois pelo jogadores do Operário que o perseguiram e derrubaram, neste momento Jéfferson passou a soca-lo.
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