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Esporte Sábado, 06 de Dezembro de 2008, 07:07 - A | A

Sábado, 06 de Dezembro de 2008, 07h:07 - A | A

Sem Honda, Barrichello deve deixar a F-1

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

Fórmula 1

O fim da participação da Honda na F-1 deve provocar, por vias tortas, a aposentadoria de Rubens Barrichello. Com a vaga no time ameaçada, o brasileiro tinha renovado as chances de permanecer na categoria com a convocação por parte da equipe japonesa para os treinos coletivos em Jerez de La Frontera, na próxima semana.

Porém, a saída da fábrica nipônica por conta da crise financeira mundial provavelmente colocará fim à carreira do paulistano de 36 anos, já que apenas sobrarão vagas para o campeonato de 2009 na Toro Rosso, e não há contatos entre Barrichello e a escuderia B da Red Bull. Sébastien Bourdais, Sébastien Buemi e Takuma Sato brigam pelos dois cockpits – agora, é possível que Bruno Senna também entre nessa disputa.

Rubens entrou na F-1 em 1993, na Jordan, onde ficou por quatro temporadas, até se transferir para a Stewart. Depois de passar três anos na equipe montada por Jackie Stewart, o piloto teve a grande oportunidade da carreira ao se mudar para a Ferrari.

Em seis anos no time italiano, o brasileiro teve de conviver sob a sombra de Michael Schumacher. Relegado a segundo piloto, chegou a ser obrigado a trocar de posições em corridas com o alemão por algumas vezes – a mais famosa (e vergonhosa) aconteceu na Áustria, em 2002, quando liderava o GP e deixou o heptacampeão o ultrapassar na reta final.

Em 2006, Rubens foi contratado pela Honda, onde esperava se livrar do estigma de número 2, aproveitando a oportunidade em uma escuderia que tinha grandes ambições. Mas o sonho de ser campeão mundial nunca saiu do papel, vivendo seus piores anos em 2007 e 2008, permanecendo a maior parte do tempo na rabeira dos grids.

Em 16 temporadas, Barrichello foi vice-campeão em 2002 e 2004, venceu nove provas, teve 13 pole-positions, chegou 62 vezes ao pódio e marcou a volta mais rápida de 15 etapas. Ele obteve um recorde na carreira, como o piloto com o maior número de participações na história da F-1 com 267 largadas. Fonte: Warmup)

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