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Esporte Quarta-feira, 05 de Novembro de 2008, 18:49 - A | A

Quarta-feira, 05 de Novembro de 2008, 18h:49 - A | A

Na seleção argentina, Maradona é cercado de \"Dungas\"

Da Redação

Maradona, 48, assumiu ontem oficialmente o cargo de técnico da Argentina cercado por ex-jogadores que, como Dunga, criticado por ele por "dar pontapés", não eram famosos pela técnica esmerada.

E não serão poucos. A AFA, a federação argentina de futebol, quer o ex-volante Batista e o ex-zagueiro Brown como auxiliares de Maradona, que agora insiste nos nomes do ex-zagueiro Ruggeri e do ex-volante Mancuso. Ele já falou também no ex-volante Troglio e no ex-defensor Olarticoechea.

Todos esses jogaram pela Argentina em Copas do Mundo.

Juntos, fizeram 54 partidas pela competição, onde somaram apenas três gols marcados.

Em compensação, abusaram da indisciplina, tanto que acumularam 12 cartões amarelos. Isso significa uma média de 0,22 advertência por partida, contra 0,11 de Dunga nas 18 partidas em que o ex-volante jogou pelo Brasil em Copas.

Comparado com os candidatos a auxiliar Maradona, Dunga é praticamente um artilheiro. Na sua carreira com a camisa da seleção brasileira, o hoje técnico do time teve média de 0,07 gol por jogo. Dos seis cotados para ajudar o novo treinador argentino, o único com média em termos de seleção superior a Dunga é Troglio.

Maradona e os candidatos a auxiliá-lo, com exceção de Mancuso, foram jogadores da seleção argentina sob o comando de Carlos Bilardo, que será agora o manager do time.

Nos Mundiais de 1986 e 1990, com ele no comando, a Argentina ganhou uma Copa e foi vice na outra basicamente dependendo de Maradona.

Tanto é assim que a Argentina sofria para fazer gols. Em 14 partidas nos Mundiais do México e da Itália, foram apenas 19 tentos, média de 1,36 por jogo.

Com Dunga, o Brasil foi muito mais goleador em Copas. Com o volante, o time nacional entrou em campo 18 vezes entre as edições de 1990 e 1998. Nesses duelos, balançou as redes em 29 oportunidades. Média de 1,61 gol por partida.

Bilardo tem na sua carreira um episódio com total falta de "fair play" --o que nunca foi o caso de Dunga, que sempre teve uma média de faltas cometidas bastante baixa pela seleção.

Em 1993, ele dirigia o espanhol Sevilla em um jogo contra o La Coruña. Câmeras de televisão o flagraram repreendendo o massagista do seu time por ter atendido um jogador do time rival. Bilardo gritava que "no adversário se deve pisar". Quando jogador, pelo Estudiantes, ele também era acusado de usar alfinetes para estocar os rivais durante os jogos. (Fonte: Folha Online)
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