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ENTREVISTA Terça-feira, 30 de Setembro de 2014, 08:10 - A | A

Terça-feira, 30 de Setembro de 2014, 08h:10 - A | A

Entrevista com o candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo PSTU Professor Monje

Fernando Hassessian - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O Capital News dá continuidade a uma série de entrevistas com os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. A entrevista desta terça-feira (30), é com candidato pelo PSTU Professor Monje.

Natural do município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, Marco Antonio Oliva Monje nasceu em 1962, é formado em Educação Física pela Universidade de Mogi das Cruzes, em Psicologia pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, é mestre em Educação pela Universidade Católica Dom Bosco, além de possuir especialização em Bases Fisiológicas do Treinamento Desportivo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Iniciou sua vida política participando no movimento estudantil filiado inicialmente ao PT, e quando se tornou professor concursado na rede municipal, começou a militar no movimento sindical, chegando a ocupar a presidência do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Corumbá (SIMTED).

Já filiado ao PSTU foi candidato aos cargos de Senador, Prefeito de Corumbá e Vice-Governador do Mato Grosso do Sul, mas não alcançou a vitória em nenhuma das tentativas.

Capital News – Você se sente preparado para ser governador do Estado? Porque?

Prof. Monje - Logicamente que sim. Entendemos que a classe trabalhadora deve governar o Estado de MS. Somente assim conquistaremos e atenderemos as reivindicações apresentadas em junho do ano passado. Sou funcionário público há 25 anos e conheço a máquina administrativa e vivencio diariamente as reivindicações da população sul-mato-grossense.

Capital News – Quais serão os critérios para a nomeação do secretariado?

Prof. Monje - O PSTU tem como principio e compromisso estatuário que todos os cargos disponíveis em um eventual governo quem deve escolher é a Direção Nacional em conjunto com a Direção Estadual do Partido.

Capital News – Quais são as principais carências de Mato Grosso do Sul e como o senhor pretende solucionar isso?

Prof. Monje - A saúde é a maior reclamação dos trabalhadores de MS. Defendemos e lutaremos junto ao governo federal que aplique 10% do produto interno bruto para o setor. Vamos lutar que o Congresso Nacional derrube a Lei que retira 20% do orçamento da saúde, chamada de desvinculação da receita da União (DRU), além de encaminhar uma Lei à Assembleia Legislativa solicitando a derrubada da Lei do Rateio que também retira dinheiro da saúde para aplicar em outros setores. Assim teremos dinheiro suficiente para atender toda demanda da população.

Capital News – Você pretende formar um governo de aliança, com a participação de vários partidos ou pretende impor um ritmo próprio de trabalho?

Prof. Monje - Lembramos que estamos sozinhos na disputa ao governo do Estado. Portanto entendemos que o nosso projeto para o MS é distinto das demais candidaturas. Mas se os demais partidos pretendem apoiar o nosso governo não vemos problema nenhum e que fique bem claro que não vamos retroceder nenhum milímetro nos compromissos que firmamos com a classe trabalhadora.

Capital News – Qual será seu posicionamento diante da classe política em todo o estado (prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores) e com o Governo Federal – Seja quem forem os eleitos nestes cargos?

Prof. Monje - Reafirmamos o compromisso com a classe trabalhadora e com o nosso programa. Os prefeitos, deputados estaduais e federais, os senadores e o próprio governo federal deverão respeitar a vontade dos trabalhadores que votam em nosso programa. Para tanto, lutaremos junto com a classe trabalhadora que o os representantes dos parlamentos votem em projetos e programas votados a favor dos trabalhadores. Que o governo federal respeite o desejo da classe trabalhadora de MS e libere as verbas necessárias para atender as necessidades dessa classe.

Capital News – Qual seu plano para socorrer os municípios mais afetados pelos sucessivos cortes no FPM?

Prof. Monje - Defendemos a autonomia de todos os municípios. O Governo do Estado colocará a disposição toda a sua equipe de governo para auxiliar e ajudar no que for necessário às políticas que vão de encontro às necessidades dos trabalhadores. Há necessidade de fazer uma reforma tributária no Estado e uma distribuição das nossas riquezas a todos os municípios de forma justa e correta.

Capital News – Todos os candidatos apresentaram propostas para a saúde e educação, mas ambas continuam sempre mal avaliadas. Por que sua proposta vai dar resultado?

Prof. Monje - Inicialmente lembramos que o PT, PMDB e PSDB com o apoio do PP já foram governo e não resolveram os problemas nas áreas de saúde e educação. Por isso da nossa candidatura de oposição de esquerda ao atual governo. Estamos apresentando à classe trabalhadora uma alternativa classista, revolucionária e socialista onde defendemos que os sistemas da saúde e da educação devem ser estatizados e que o governo cumpra com o dever constitucional de atender a todos através de uma saúde e educação estatal.

Capital News – Qual seu planejamento para a geração de empregos no Estado?

Prof. Monje - Plano de obras públicas voltado para a construção de creches, escolas, postos de saúde e moradias.

Capital News – Qual a forma de impulsionar o desenvolvimento da indústria e do agronegócio no Estado?

Prof. Monje - Entendemos que o atual modelo desenvolvido pelo agronegócio no estado não atende as necessidades da classe trabalhadora, pelo fato de ser uma política direcionada à monocultura. Defendemos a expropriação dos grandes latifúndios e do agronegócio, a imediata retomada das terras indígenas e a titulação das comunidade quilombolas, além de fazer a reforma agrária com amplo processo de liberação de terras aos trabalhadores sem terras para produzir alimentos.

Capital News – A energia do gás que corta o estado está sendo bem administrada? Como pode ser melhor aproveitado, principalmente nos pólos industriais do Estado?

Prof. Monje - O que tem que ficar bem claro que o projeto desenvolvido pelo governo federal foi e é para atender os Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. MS ficou fora dessa possibilidade de matriz energética. O que é necessário fazer que o próximo governo junto com os trabalhadores de MS lute junto ao governo federal para que atenda a demanda energética de MS.

Capital News – Qual seu planejamento para as áreas de cultura, lazer e esporte, e como resgatar o futebol de Mato Grosso do Sul?

Prof. Monje - Cultura – toda a liberdade de expressão e sem qualquer tipo de cerceamento nas apresentações dos nossos artistas. Vamos abrir todas as portas dos bens públicos para que a cultura chegue a todos e sem cobrar nenhuma taxa para os profissionais de MS.

Lazer e Esporte - Reformulação da Fundação de Esporte buscando mudar a sua filosofia e buscar massificar as culturas corporais.

Futebol: Você só resgata quando os profissionais que atuam em nossas escolas tiverem as condições necessárias para desenvolverem nas aulas de educação suas praticas corporais com os alunos. É na escola que formamos seres humanos comprometidos com a cultura corporal e quando surgir algum atleta deve ter as condições de continuar o seu aperfeiçoamento.

Vídeo 

 O Capital News convidou todos os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul a participarem da rodada de entrevistas e apresentarem suas propostas ao leitor. A partir desta quinta-feira, publicaremos as entrevistas de todos o convidados que nos atenderem em tempo hábil.

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