Mais de quatro mil trabalhadores na indústria alimentícia, ou pelo menos 10%, estão atuando por intermédio da terceirização, ou seja, com vínculos empregatícios com empresas, cooperativas e até de sindicatos, que deveriam somar forças com o movimento (sindical) nacional que luta contra a implantação desse sistema.
“Infelizmente existem sindicalistas, colegas nossos, que deveriam lutar contra, estão incentivando esse modelo que é prejudicial aos trabalhadores sul-mato-grossenses e brasileiros de maneira geral”, critica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande e Região (STIAACG), Rinaldo Salomão.
“Precisamos dar um basta nisso, pois é prejudicial ao trabalhador, que certamente terá seus vencimentos reduzidos por conta disso. Afinal, como vai sobreviver a empresa ou entidade que intermediar suas atividades profissionais?” questiona Salomão.
As centrais sindicais lutam contra a aprovação do PL 4.330/04, que regulamenta a terceirização no Brasil, para que pressionem essas entidades sindicais que estão “remando contra a maré de interesses da classe trabalhadora brasileira”.


