Estudo divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Sebrae, com base em informações da Secretaria da Receita Federal, indica que a Taxa de Sobrevivência das empresas sul-mato-grossenses nos primeiros dois anos de atividade alcançou 74% sete pontos percentuais a mais em relação à última pesquisa.
“É o segundo melhor desempenho da região Centro-Oeste, atrás apenas do Distrito Federal; resultado puxado pela evolução dos principais setores da nossa economia”, ressalta Cláudio Mendonça, superintendente do Sebrae no MS. No comércio, 77,3% das empresas permanecem ativas após 24 meses de trabalhos, acompanhado pela Indústria, com 76%. Nas áreas de Serviços e Construção Civil estes números chegam a 69,6% e 66,8%.
A média geral do Estado e a nacional (76%) estão acima de países como Áustria, Espanha e Itália. “A taxa de sobrevivência é muito alta e se deve principalmente a três fatores: legislação favorável, aumento da escolaridade e mercado fortalecido”, analisa o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.
Segundo ele, o Supersimples – que reduz impostos e unifica os tributos em um só boleto – deu tratamento diferenciado e melhores condições aos pequenos negócios; a escolaridade de profissionais e empresários aumentou e beneficiou as empresas com maior preparação e planejamento. “Por fim, a força do mercado interno, com mais de 100 milhões de consumidores, impulsiona os pequenos negócios”, destaca Barretto.


