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Economia Terça-feira, 30 de Março de 2010, 08:43 - A | A

Terça-feira, 30 de Março de 2010, 08h:43 - A | A

Queda no preço do álcool faz Usinas pedirem volta dos 25% de mistura na gasolina

Nadia Nadalon - estagiária - Capital News

A safra da cana-de-açúcar 2010/11 só foi iniciada em 5% das usinas da região Centro-Sul, mas mesmo com o produto novo restrito, os preços já caíram 39% em nove semanas. Em janeiro, o litro custava R$ 1,2055 na porta das usinas, valor sem impostos. Em março, o litro recuou para R$ 0,7572.

A queda dos preços, que sempre é mais lento nos postos, também apresenta ritmo acelerado,19% em seis semanas.Com esse cenário, as usinas querem a antecipação da volta dos 25% de mistura do álcool anidro à gasolina. Em fevereiro, devido à alta dos preços do produto, a mistura de álcool anidro foi reduzida de 25% para 20% pelo governo, para conter o preço do combustível.

Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), diz que a antecipação elevaria a demanda de álcool anidro, que é misturado à gasolina, em 100 milhões de litros por mês.

Na sua avaliação, esse volume extra de demanda seria importante, já que mais usinas devem iniciar a safra nas próximas semanas, elevando a oferta. "Se houver a antecipação para meados de abril, as usinas já estão preparadas para abastecer o mercado."

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, diz não ver nenhum problema na volta da mistura de 25% para a data sugerida pelo diretor da Unica.
As usinas temem a repetição do que ocorreu em 2009, quando, apertadas pelas contas e pela falta de crédito, foram obrigadas a desovar o excesso de produto no mercado nos primeiros meses da safra.

O resultado foi que o álcool hidratado chegou a ser negociado a R$ 0,5926 na média semanal do final de maio, valor que não cobria os custos.

O setor deve conviver com dois fatores de aumento de produção neste ano: recuperação da qualidade da matéria-prima e entrada de novas usinas em operação. A produção da região centro-sul deve atingir 27,6 bilhões de litros na safra que se inicia, conforme estimativas do Instituto FNP.

Quando o preço do álcool disparou, perdeu competitividade em relação ao da gasolina. Com a queda atual de preços, o produto voltou a ser vantajoso, mas o consumidor ainda não utiliza a mesma quantidade de antes em seus veículos.

De julho a outubro, o consumo médio diário somava 50 milhões de litros, volume que caiu para 25 milhões em fevereiro. Na primeira quinzena deste mês, estava em 32 milhões, e a previsão é que termine o mês em 39 milhões.  (com informações da Folha de São Paulo)

 

Por: Nadia Nadalon-estagiária (www.capitalnews.com.br)
 

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