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Economia Quarta-feira, 15 de Abril de 2015, 12:36 - A | A

Quarta-feira, 15 de Abril de 2015, 12h:36 - A | A

Presidente do BNDES participa de reunião com senadores para discutir funcionamento e investimentos do banco

Kemila Pellin
Capital News

O senador Delcídio do Amaral (PT), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), se reuniu com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, nesta terça-feira (14), para discutir assuntos relativos ao funcionamento e os investimentos do Banco no Brasil e no exterior.

Divulgação/Assessoria

delcidio

Delcídio defendeu que o presidente do BNDES foi satisfatório em suas explicações



Segundo o senador, o presidente do BNDES foi satisfatório em suas explicações, destacando “ponto a ponto” as dúvidas de cada senador. “Isso é muito positivo,  porque enquanto  fica aquele zum-zum de CPI, a gente traz o Luciano aqui e vê com absoluta tranquilidade a clareza e a segurança que ele tem, falando sobre o papel do BNDES no desenvolvimento do país e, ao mesmo tempo, mostrando os resultados do banco”. Delcídio reforçou que o depoimento de Luciano serviu para desfazer a ideia de que o BNDES só financia projetos com dinheiro do Tesouro, “quando na verdade o banco, através do BNDES-PAR, faturou nos últimos oito anos mais de R$ 40 bilhões em função da participação acionária em várias empresas”, destaca o senador.

Delcídio também destacou que o presidente do BNDES também comentou sobre os recursos destinados a financiar  empresas brasileiras que realizam obras e fornecem equipamentos no exterior. “Esse ponto, que sempre despertou muita polêmica, também foi esclarecido, mas ficou claro que nós vamos ter que evoluir um pouco mais esse assunto junto com a Comissão de Relações Exteriores do Senado, por sugestão do próprio Luciano, e verificar o que efetivamente  é confidencial no que diz respeito a disputas comerciais lá fora e o que é que pode se tornar público no que se refere às operações do BNDES com empresas brasileiras que operam no exterior”.

Petrobras

Para a próxima quarta-feira (22) estava agendada uma visita do presidente da Petrobrás, Aldemir Bandini, ao CAE, porem o senador Delcídio comentou que a visita precisou ser remarcada, visto que na mesma data, 22, foi marcada uma reunião do Conselho de Administração, onde será apresentado o balanço da empresa.

O senador explicou que inicialmente, estão tentando marcar para o dia 29 de abril uma audiência pública com o presidente. “Por isso estou tentando remarcar para o dia 29 a audiência pública com o Bandini, em sua primeira aparição depois da aprovação do novo balanço ,  que é um fato muito esperado pelo mercado. Eu , pessoalmente, acho que vai ser um divisor de águas no governo, uma retomada das ações na política e na economia", defende Delcídio.
 
BNDES


Em sua explanação aos senadores, o presidente Luciano Coutinho garantiu que a instituição é "transparente" e observou que apenas o Eximbank norte-americano se iguala ao banco brasileiro neste aspecto, em relação à sua política de empréstimos.

O presidente do BNDES também pediu a colaboração do Senado para que a discussão sobre a política de empréstimos do banco se dê de forma "técnico-metodológica" e citou nominalmente a CAE e a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional em relação a essa sua preocupação.  Ele reiterou que a instituição é obrigada a cumprir toda uma legislação referente ao sigilo bancário no que tange à intimidade financeira das empresas, fazendo uma analogia com a inviolabilidade das informações bancárias das pessoas físicas.

Ao final de seu discurso, Coutinho apresentou os dados que mostram uma desconcentração de investimentos. Entre 2007 e 2014, segundo demonstrou, os desembolsos percentuais cresceram para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, tendo se mantido estável para o Sul e decrescido apenas na região Sudeste. Ele também apresentou dados de investimentos para obras de mobilidade urbana nos estados.

Coutinho afirmou que a atenção para as micro e pequenas empresas é uma prioridade da sua gestão. Em 2014, por exemplo, a carteira para essas empresas chegou a quase R$ 60 bilhões de reais. Garantiu que o banco tem uma carteira de "alta qualidade", mesmo se comparada à do setor privado, apresentando as mais baixas taxas de inadimplência do mercado.

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