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Economia Quarta-feira, 04 de Setembro de 2013, 13:04 - A | A

Quarta-feira, 04 de Setembro de 2013, 13h:04 - A | A

Preço da cesta básica aumenta na Capital em agosto

Lucas Junot - (www.capitalnews.com.br)

A pesquisa da cesta básica realizada mensalmente pelo Dieese em Campo Grande registrou uma pequena elevação nos preços dos alimentos. O trabalhador desembolsou R$ 265,81 para adquirir a cesta básica em agosto, valor R$ 0,96 superior ao custo observado no mês de julho, que foi de R$ 264,87.

O equilíbrio entre elevação e queda nos preços dos produtos, resultou em uma variação de preços da ordem de 0,35% no período. Novamente o leite foi o produto com maior variação positiva; o feijão apresentou a retração mais expressiva de preços no mês passado.

O valor da cesta básica apresentou queda em 13 das 18 capitais pesquisadas pelo Departamento, com destaque para Goiânia (-4,04%). Além de Campo Grande, variações positivas foram registradas em Porto Alegre (1,83%), Brasília (0,72%), Curitiba (0,59%) e Florianópolis (0,11%). No Centro-Oeste, o menor custo da cesta básica para os trabalhadores da região foi registrado na capital goiana, que apresentou uma diferença de R$ 7,36 a menor, em relação aos preços observados em Campo Grande.

Em agosto, foi registrado um aumento de 0,15 pontos percentuais no comprometimento da renda do trabalhador campo-grandense que recebe salário mínimo, para adquirir a cesta básica. O percentual empenhado foi de 42,61% do rendimento líquido dessa renda na compra – contra 42,46% em julho. Obtêm-se o rendimento líquido ao descontar 8% do salário mínimo bruto. O percentual é referente à contribuição previdenciária.

Custo da alimentação familiar

A família campo-grandense teve que desembolsar R$ 2,82 a mais pra adquirir sua cesta básica em agosto, que totalizou R$ 797,43. Proporcionalmente, não houve variação na comparação do custo da cesta familiar atual com a do mês anterior (R$ 794,61), ou seja, ambas as cestas foram equivalentes a 1,17 vezes o salário mínimo bruto.

Comportamento dos preços

A elevação em 0,35% no custo total da cesta no mês de agosto refletiu o equilíbrio nos preços dos treze gêneros alimentícios que compõe a cesta básica. O leite foi o produto que apresentou maior alta de preços (5,6%), seguido por carne (3,25%), óleo de soja (2,88%), banana (1,74%), açúcar (0,7%) e batata (0,29%).

As variações negativas, em ordem crescente, foram notadas nos preços médios de sete itens, a saber, feijão (-3,46%), tomate (-3,23%), manteiga (-3,07%), pão francês (-2,95%), café (-2,62%), arroz (-1,42%) e farinha de trigo (-0,96%).

O preço do leite (5,6%) manteve a trajetória de alta esperada no período, reforçado por um novo aumento nos preços pagos aos produtores no final de julho - apesar dos recorrentes problemas de adulteração que tem comprometido a qualidade do produto e a credibilidade em ramos da cadeia leiteira. A expressiva demanda, que permaneceu aquecida, também contribuiu para este nível de preços.

O aumento das exportações fez com que os preços de carne (3,25%), óleo de soja (2,88%) e açúcar (0,7%) subisse no período. Segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), o bom desempenho do comércio exterior brasileiro não se deve às recentes variações cambiais, mas há uma grande possibilidade de que o impacto para o consumidor seja sentido nos próximos meses.

O inverno rigoroso nas principais regiões produtoras do país não exerceu pressão significativa sobre o preço de frutas, legumes e verduras, à exceção de banana (1,74%) e- 5 - batata (0,29%). Já o tomate (-3,23%) permanece em queda pelo terceiro mês consecutivo, acumulando retração de (-15,18%) no trimestre.

A formação de estoques no período da isenção tributária do trigo (-0,96%) foi condição fundamental para a contenção dos preços, tanto do cereal quanto do principal derivado, o pão francês (-2,95%).
 

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