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Economia Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013, 09:55 - A | A

Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013, 09h:55 - A | A

Ministro solicitará novo estudo para uma separadora de gás em MS

Gabriel Kabad - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, decidiu solicitar outro estudo sobre a viabilidade técnica para se implantar uma usina separadora de gás em Mato Grosso do Sul, após reunião com os senadores Ruben Figueiró (PSDB), Waldemir Moka (PMDB) e Osvaldo Sobrinho (PTB), o empresário Ueze Zahan e assessores, no Ministério na quinta-feira (26).

Eles argumentaram com o ministro Lobão a necessidade de haver um estudo mais aprofundado sobre o assunto. Em audiência pública realizada no dia 11 de setembro na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, Alcides Santoro, diretor de Área de Gás e Energia do Petróleo Brasileiro, da Petrobras, afirmou que a implantação da usina era inviável economicamente. O governo alega que a Bolívia já está separando o gás para consumo interno e que o produto que chega ao nosso País via Gasoduto Brasil-Bolívia vem com o poder calorífero bem menor.

O empresário e os parlamentares alegam, no entanto, que estudo realizado em 2002 por vários técnicos da própria Petrobras, atestava a possibilidade do empreendimento e não aceitam o argumento de que o projeto é inviável em 2013, afirmando ainda que o estudo de agora foi feito por uma única pessoa. “Este estudo que foi realizado por 23 técnicos deve ser levado em consideração, mas foi feito há 11 anos e deve ser refeito”, disse Lobão.

Para o senador Figueiró, o ministro mostrou-se sensível à questão. O senador reforçou a preocupação é com as vidas humanas, pois todo o gás de cozinha consumido na região Centro-Oeste chega por caminhões tanque. O parlamentar tucano ainda acrescentou que com a usina separadora de gás haverá a possibilidade de utilizar outros subprodutos decorrentes do gás, como a ureia, usada na indústria de fertilizantes.

Zahan informou que o transporte do gás causa extrema preocupação por causa do alto grau de periculosidade, porque ao ano são percorridos 114 milhões de quilômetros de rodovias para levar 550 mil toneladas de GLP ao Centro-Oeste.

Portaria

Durante a reunião, o empresário também pediu para analisar novamente o sistema multibandeira. Dessa forma, ficou permitida a comercialização do gás de cozinha de forma indiscriminada. Zahran preocupa-se com o desrespeito às normas de segurança, que são extremamente rigorosas com as concessionárias, na venda ao público consumidor.
 

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