Domingo, 16 de Março de 2008, 08h:27 -
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Medicamentos vão ter aumento de até 4,6% no fim do mês
TV Morena
No fim deste mês, os remédios ficarão mais caros 3,18% em média. Os reajustes de preços foram anunciados nesta sexta-feira, pelo governo. A partir do dia 31 de março, comprar remédio vai custar mais caro entre 2,5% e 4,6%. Os percentuais serão aplicados em 76% dos medicamentos disponíveis no país.
Os reajustes serão divididos em três níveis. Um de 4,61%, atinge cerca de oito mil remédios, entre eles, antiinflamatórios, antidepressivos, corticóides, penicilinas e tranqüilizantes. O segundo, de 3,56%, abrange dois mil medicamentos, incluindo antibióticos, remédios para gota e diuréticos. O último, de 2,52%, engloba cerca de 14 mil medicamentos.
Em nota, a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) considera o controle de preços inútil e defende a revisão do modelo de regulação do mercado.
Já na opinião do presidente da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, o que regula os preços é a concorrência, que aumentou com a entrada dos genéricos no mercado.
"Esse aumento vai acabar se diluindo e o consumidor também deve fazer sua pesquisa de preço. Procurar uma farmácia, vai em outra farmácia e verifica qual é a que oferece a melhor opção de preço pra ele", explica Mena Barreto.
A Medida Provisória 123, de 26 de junho, estabelece o reajuste anual de preços para os medicamentos. Desta forma, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) composta por representantes dos Ministérios da Saúde, Justiça, Fazenda e Casa Civil tem, entre suas funções, a regulação do mercado e o estabelecimento de critérios para a definição e ajuste de preços - inclusive para novas apresentações de medicamentos.
Depois da correção, as alterações nos preços só acontecerão uma vez a cada ano, sempre em março. E deverão obedecer aos critérios definidos pela CMED, respeitando as especificidades de cada fabricante e de cada medicamento.