O resultado superavitário da balança comercial sul-mato-grossense em novembro se deve, em grande medida, à performance de Corumbá. No mês passado, esse município registrou a menor importação de toda série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A receita da importação, de R$ 580.207, é ínfima em relação às dos outros meses. Em relação a outubro, a queda é de quase 100%.
O comportamento atípico do comércio exterior de Corumbá em novembro se relaciona à paralisação temporária do transporte de gás boliviano em razão do rompimento de um trecho do gasoduto em Santa Catarina durante a enchente. Segundo os dados do Ministério, em novembro não houve importação do produto da Bolívia.
Durante este ano, a menor receita das importações de Corumbá havia sido de R$ 165,90 milhões, registrada em janeiro. Com relação a esse resultado, a importação de novembro (R$ 580.207) é 99,65% menor. Em comparação a outubro, com importação de R$ 238,60 milhões, a queda é de 99,75%. Em novembro do ano passado, Corumbá comprara o total de R$ 168,87 milhões do exterior.
Vulcano
O município não registrou apenas queda na importação. A receita das exportações também declinou. Em novembro, Corumbá exportou R$ 35,93 milhões em produtos. Trata-se do pior desempenho desde maio deste ano, quando foram exportados R$ 31,96 milhões.
O esfriamento do comércio exterior em Corumbá estaria relacionado também à quebra de um esquema de fraudes em importações e exportações durante a chamada Operação Vulcano, desencadeada pela Polícia Federal e pela Receita Federal. Na ocasião, foram presas 37 pessoas, sendo a maioria em Corumbá. Também foram fechadas, na cidade, a Agesa (Armazém Geral Alfandegário) e unidade da Receita Federal. Com a queda expressiva na importação, Corumbá encerrou novembro com superávit de R$ 35,35 milhões. Esse é o primeiro saldo positivo desde 1999. (Com informações da Assessoria)


