Representantes da classe empresarial de Mato Grosso do Sul reivindicam assento no conselho deliberativo da Sudeco (Superintendência Regional do Centro-Oeste) e ainda redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado pelo governo do Estado.
Os pleitos foram apresentados durante entrevista coletiva nesta manhã na sede da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) na presença da classe política e, inclusive, do governador André Puccinelli (PMDB) que passou pelo local antes de seguir viagem para cumprir agenda no interior do Estado.
O primeiro-secretário da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, ACIGG, Roberto Oshiro, explica que uma vez conquistado o apoio da bancada federal o próximo passo é encaminhar um ofício à Sudeco reivindicando espaço no conselho.

Oshiro diz que só falta oficializar cadeira
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Os empresários já falaram com o chefe da Sudeco, Marcelo Dourados, que participou da entrega de obras em Campo Grande, neste fim de semana.
Ele teria se mostrado favorável ao pleito. Os empresários de MS devem sugerir que a classe empresarial de Goiás e Mato Grosso façam a mesma coisa.

Marcelo Dourado se diz favorável a ação de MS
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Os empresários acreditam que participando do conselho deliberativo poderão facilitar o acesso do empresariado a recursos do FCO (Fundo de Financiamento do Centro-Oeste).
O dinheiro será utilizado para modernizar as empresas, investindo em tecnologia, por exemplo.
ICMS menor
A redução gradativa do ICMS foi uma promessa da campanha à reeleição do governador André Puccinelli no ano passado.
No encontro com os empresários, o governador definiu a criação de uma comissão para avaliar a redução da carga tributária do Estado, considerada pelos empresários uma das mais altas do País.
Atualmente, a alíquota do ICMS está fixada em 17%. Os empresários querem reduzir a alíquota para 3,5% em cinco anos.
A comissão que deve ser criada em até 60 dias fará estudos permanentes sobre o assunto. Participarão do grupo, representantes do governo e da iniciativa privada.
No evento de hoje, os empresários se puseram desqualificar o argumento de que reduzindo a alíquota de ICMS a arrecadação do imposto caíra.
“Reduzindo-se o ICMS, novas empresas poderão ser atraídas para o Estado. Com isso, aumenta-se o número de contribuintes”, disse o presidente da Fames (Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul) Antônio Freire.
Presente ao evento, o senador Delcídio do Amaral (PT) apoiou o pleito do empresariado de redução do ICMS.

Senador explica sobre redução do ICMS
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Ele citou o exemplo do Simples Nacional que unificou impostos reduzindo a carga tributária e possibilitou a abertura de novas empresas.
“O Simples Nacional foi um sucesso. Quanto mais alta a carga tributária, mais o empresário é empurrado para a informalidade”, analisa o senador.
Além do governador e do senador Delcídio, participaram do evento na associação o senador Waldemir Moka, os deputados federais Edson Giroto (PR), Reinaldo Azambuja (PSDB), Fábio Trad (PMDB), Antônio Carlos Biffi (PT) e os estaduais Júnior Mochi (PMDB) e Eduardo Rocha (PMDB).
