Os trabalhadores em indústria de óleo de cozinha de Mato Grosso do Sul querem 15% de reajuste salarial a partir de 1º de novembro, data base da categoria. Como as negociações serão individuais, por empresa, ontem lideranças sindicais estiveram reunidas com a direção da ADM do Brasil, com sede no Núcleo Industrial de Campo Grande, que rejeitou a proposta. A empresa não quer conceder nenhum reajuste segundo informa Vilson Gimenes Gregório, presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Mato Grosso do Sul – FTIA/MS, que participou da primeira rodada de negociação, ontem à tarde.
“Estamos conscientes do bom desempenho industrial no Estado, especialmente nessa área de produção de óleo comestível, que tem apresentado índices espetaculares de crescimento. Por isso não aceitamos os argumentos contrários da empresa”, comentou Vilson Gimenes justificando os 15% solicitados: “Estamos reivindicando um percentual acima do índice de inflação acumulado nos últimos 12 meses. O trabalhador precisa e merece um ganho real em seus vencimentos”, comentou.
Irineu Torres, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Óleo e Azeite Alimentícios de Mato Grosso do Sul e os diretores da entidade: João Francisco Gonçalves e João Carlos Vieira, também participaram da reunião com diretores da ADM do Brasil, que possui unidades (silos e outros) em vários pontos do Estado. Sem acordo na primeira rodada de negociação, as duas partes deverão marcar nova reunião nos próximos dias. “Os trabalhadores não abrem mão de receber não só a reposição salarial perdida ao longo dos últimos 12 meses, como também de obter um ganho real em seus salários. É justo pois, afinal, são eles (trabalhadores), os grandes responsáveis pelo bom desempenho econômico da indústria”, comentou o líder sindical Irineu Torres.
O sindicalista critica também a postura da empresa de tentar dificultar o trabalho do sindicato, ao tentar impedir a liberação de empregados para compor a diretoria da entidade como prevê a lei. “Esperamos que a empresa se conscientize dos direitos dos trabalhadores de se organizarem através de seus sindicatos e que não promovam mais nenhum obstáculo para isso”, comentou Torres. Ele informou também que o reajuste de 15% solicitados beneficiariam cerca de 100 funcionários da empresa.


