A briga foi acirrada no mercado de câmbio e no final da jornada os compradores levaram por pequena margem.
Depois de bater máxima de R$ 1,870 e mínima a R$ 1,841, o dólar comercial encerrou com leve valorização de 0,16%, a R$ 1,862 na compra e R$ 1,864 na venda.
Já na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar registrou valorização de 0,54%, para fechar a R$ 1,866. O volume caiu 33%, para US$ 44,25 milhões. Já no interbancário, o giro estimado ficou acima ao redor dos US$ 2,8 bilhões.
Segundo o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, a história continua a mesma: falta uma definição mais clara sobre o futuro da Europa e isso se traduz em instabilidade no mercado.
Olhando mais para o campo doméstico, o ponto destacado pelo especialista é que os exportadores realmente tomam proveito das puxadas de alta no preço da moeda americana. Semana passada, ficou claro o limite em R$ 1,90, que chamava os vendedores ao mercado.
Hoje, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostrou mais uma semana com saldo comercial positivo. O superávit foi de US$ 546 milhões. O resultado, no entanto, é inferior ao registrado no período anterior, quando as vendas externas ultrapassaram as compras em US$ 952 milhões.
No câmbio externo, o euro voltou a perder valor para a moeda americana. Depois de um repique que levou a moeda a US$ 1,25 na semana passada, o euro começou a semana caindo mais de 1%, de volta à linha de US$ 1,23. A venda da moeda comum foi atribuída ao noticiário do final de semana.
O banco CajaSur foi resgatado pela autoridade monetária da Espanha. De acordo com nota na página eletrônica do CajaSur, tal medida permitirá que o banco "siga operando com normalidade e cumpra com suas obrigações".
De volta ao mercado local, os dados da BM & F sobre o pregão de sexta-feira mostram que os bancos elevaram a posição vendida (aposta pró-real) em mais de US$ 1 bilhão. Com isso, o estoque vendido foi a US$ 9,5 bilhões.
Enquanto os bancos vendem, os estrangeiros compram. Apenas na sexta-feira, foram mais de US$ 1,4 bilhão, que elevou a posição comprada (aposta pró-dólar) no mercado futuro para US$ 5,6 bilhões.
(Eduardo Campos | Valor)

