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Economia Sexta-feira, 04 de Julho de 2008, 07:03 - A | A

Sexta-feira, 04 de Julho de 2008, 07h:03 - A | A

Dia do Algodão dá início a colheita da safra em MS

Da redação

A Fundação Chapadão e a Associação Sul Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) realizam amanhã (4) a Festa do Algodão dos Chapadões, evento que marca o início da colheita no Estado. Na oportunidade o governo estadual, através da secretária Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (Seprotur), irá firmar um convênio com os idealizadores do evento para cooperação técnica no manejo, controle e supressão do bicudo do algodoeiro na região norte de MS. A programação acontece na Fazenda Indaiá, em Chapadão do Sul.

Durante o evento, os agricultores participarão de palestras e conhecerão cultivares e insumos para controle de pragas do algodão. O encontro marca ainda o lançamento do Programa de Adequação Sócio-Ambiental da Produção de Algodão que segundo o presidente da Associação dos Produtores de Algodão de Chapadão do Sul (Ampasul), Walter Schlatter, vem de encontro às necessidades de produzir com responsabilidade sócio-ambiental. “Não teremos um ágio, mas sabemos que o comprador lá da ponta terá preferência sobre o nosso produto”, destaca.

O setor

Com uma área plantada de mais de 44,5 mil hectares – 80% distribuída entre os municípios de Costa Rica e Chapadão do Sul – a previsão é que esse ano a produção no Estado supere a da safra anterior em 2,7% alcançando 190 mil toneladas, conforme dados do IBGE. Embora ocupe apenas 4,15% da área plantada no Brasil (1,07 milhão de hectares), Mato Grosso do Sul deve alcançar nessa safra uma produção de 4,26 toneladas por hectare – 6,9% maior que o ano passado. Esse índice é 75% superior ao rendimento nacional, que com relação à safra anterior deve incrementar em apenas 1,7%.

Atualmente o Brasil é o 5° produtor e 4° exportador mundial da fibra sendo que sua produção triplicou nos últimos 10 anos (411 mil para 1.557 milhão de toneladas), período em que a produtividade foi acrescida em 90% (0,4 para 1,4 toneladas por hectare), segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já no mercado mundial, com base nas informações do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a escalada brasileira da cultura registrou um superávit de US$ 147 milhões nos cinco primeiros meses desse ano. (Com Assessoria)

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