Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008, 13h:48 -
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Crise financeira não é \'catástrofe\', afirma Dilma
Da Redação
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira (18) que a atual crise financeira que afeta os mercados “não é um passeio, mas também não é nenhuma catástrofe”.
Segundo a ministra, que participou da inauguração da plataforma P-53 da Petrobras em Rio Grande (RS), junto com o presidente Lula, o Brasil está hoje mais preparado para enfrentar turbulências que no passado.
De acordo com com Dilma, antes “o Brasil entrava em pânico” quando enfrentava crises internacionais. “Hoje nós temos contas robustas. Externas e internas também”, afirmou a ministra. Ela citou outros dois fatores que protegeriam o país da atual conjuntura negativa: crescimento puxado pela demanda interna e exportações diversificadas – “hoje não exportamos mais só para os EUA e a Europa”, disse. Ela afirmou ainda que o governo “está atento” para a situação, que “afeta todo o sistema internacional de crédito”.
Oportunidades
Durante discurso na cerimônia de inauguração da nova plataforma, Dilma defendeu a retomada da indústria naval no Rio Grande do Sul. Segundo ela, “O Brasil só vai crescer de forma harmônica se seus estados tiverem oportunidades. Estamos falando da construção de oportunidades, não apenas de construção de plataformas”.
Dilma afirmou que o Rio Grande do Sul é um dos estados brasileiros mais desenvolvidos, mas que também possui desigualdades internas. Segundo ela, a região da cidade de Rio Grande “era a mais pobre, com menos emprego, menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), menos oportunidade”, mas que agora “tem oportunidade ímpar de se reerguer” com a índústria naval.
Segundo ela, além do pólo naval, o biodiesel e a produção de equipamentos de alta tecnologia como chips de processadores representam “oportundiades importantíssimas” para o Estado.
Dilma afirmou ainda que o governo tem uma “decisão inexorável” de duplicar a rodovia BR-392, que atravessa o Rio Grande do Sul. “Esse projeto é fundamental para a integração do país”, disse ela, explicando que a duplicação vai melhorar o escoamento de cargas do porto de Rio Grande. (Fonte: G1)
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