O Banco Central fez nesta sexta-feira (19) mais um leilão para conter a alta do dólar, conforme anunciou na quinta-feira (18). A operação de swap cambial tradicional, que vende dólares no mercado futuro, movimentou US$ 994,6 milhões. Segundo a Agência Brasil, os 20 mil contratos ofertados, com vencimento no dia 2 de dezembro deste ano, foram negociados.
Depois do meio-dia, o dólar estava cotado a R$ 2,23; ontem estava R$ 2,22.
Os leilões de swap cambial são uma das ferramentas usadas pelo banco. O governo também adotou outras medidas. Uma delas foi eliminar restrições de prazos para que os exportadores financiem pagamentos antecipados.
O Banco Central também retirou o depósito compulsório sobre a posição vendida de câmbio. Com a medida, os bancos deixaram de recolher à autoridade monetária parte dos valores aplicados em apostas de que o dólar vai cair.
Ainda, o governo zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil. Desde outubro de 2010, a alíquota em vigor era 6%. A venda de moeda estrangeira no mercado futuro também está isenta de IOF.
Mundo
O pedido de falência decretado pela cidade norte-americana de Detroit, por causa de dívida perto de US$ 18 bilhões, também afetam os negócios com risco. A inesperada notícia feita por uma grande cidade dos EUA, e que foi conhecida como uma dos maiores pólos da indústria automotiva do mundo, pode servir como lembrete de que a recuperação da economia norte-americana está sujeita a solavancos.
E o Banco Central da China (PBoC) anunciou que vai eliminar todas as medidas de controle sobre a taxa de fornecimento de empréstimos e deixará que as instituições financeiras estabeleçam as taxas de maneira independente, eliminando o piso e com o intuito de reduzir os custos de financiamento.
A decisão embala as moedas correlacionadas às commodities, que ganham terreno ante o dólar, e também pode ser refletida nos negócios com ações da Vale.


