Estava previsto para ontem (15) o fim do programa Energia Extra, que concede descontos na tarifa de energia para indústria que possuem o terceiro turno. Com o benefício, os valores passavam de R$ 1,60 kw/h (quilowatt/ hora) pagos em horário normal para R$ 0,35. Porém, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aumentou o prazo para mais trinta dias.
O corte do benefício é temido pelas indústrias que só no setor de alimentos, poderá demitir 1.600 funcionários no Estado. No entanto, acordo feito entre o presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) Sergio Longen, o senador Delcídio do Amaral (PT) e o diretor de regulação da Aneel, Romeu Donizete Rufin, o programa foi prorrogado.
Segundo a assessoria de imprensa da Fiems, a prorrogação para até dia 15 de outubro deve-se ao fato de que a Aneel pediu mais tempo para decidir, já que o benefício já foi cortado em todos os outros Estados e permanece só em Mato Grosso do Sul.
“Caso a agência reguladora (Aneel) decida pelo corte só terá duas saídas, a instalação de geradores próprios ou a demissão dos funcionários do terceiro turno”, explica a assessoria da Fiems ao Capital News.
Para o presidente do STIACG (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Alimentação de Campo Grande), Rinaldo de Souza Salomão, a decisão é vista com bons olhos, já que mais de 500 indústrias se beneficiam com as tarifas reduzidas. “Recebemos a noticia com felicidade. Agora o trabalho é ir nas industrias que já demitiram, tentar fazer com que os trabalhadores sejam readmitidos.”
Por: Nadia Nadalon- estagiária - (www.capitalnews.com.br)

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