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Reajuste de energia foi aprovado pela Aneel nesta terça-feira, em Reunião Pública.
A partir de quarta-feira (8), a energia dos consumidores residenciais, localizados em 942 mil unidades de 73 municípios do Mato Grosso do Sul, sofrerá reajuste de 2,4%. Para os consumidores de baixa tensão e alta tensão (indústrias) o aumento ficou em 3,02% e 3,64%, respectivamente.
O reajuste foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na manhã desta terça-feira (7), em Reunião Pública. Na reunião, foi negado pedido da Energisa para aumentar em 14,24% a energia nas unidades consumidoras, e permitiu reajuste médio de 3,22%.
O deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) foi à Brasília acompanhar a reunião. Desde dezembro, ele foi cinco vezes ao Distrito Federal levar argumentos para evitar tarifaço no Estado. Inicialmente, diretores da Aneel chegaram a falar em reajuste de até 45%.
“A redução é resultado na nossa perseverança e da vigilância responsável e técnica”, comentou. Marquinhos até levou à Aneel auditoria que apontou desvio de R$ 700 milhões na Enersul e a existência de uma espécie de “mensalão” a 35 pessoas. Diante da gravidade das denúncias, o parlamentar pediu a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Assembleia Legislativa.
“É claro que a Aneel levou em consideração esses dados para negar o pleito da concessionária, principalmente, porque a auditoria prova que a concessionária tem dinheiro sobrando e não pode onerar o consumidor para sustentar atos contra a moralidade e ética administrativa”, concluiu.
Ao calcular o reajuste, a Aneel considera a variação de custos que a empresa teve no ano. O cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição sobre os quais incide o IGP-M, e outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como energia comprada, encargos de transmissão e encargos setoriais.



