O governador Reinaldo Azambuja (PMDB) anunciou durante reunião o aumento do teto do Super Simples que representa um novo esforço do Estado na superação da crise econômica que atinge todo o Brasil. O teto passa de R$ 2,5 milhões para R$ 3,6 milhões ao ano.
Com a decisão será possível aumentar a competitividade das empresas, bem como abrir novas vagas de emprego. Em Mato Grosso do Sul, 90% das vagas de empregos ou 540 mil trabalhadores estão nas micro e pequenas empresas.
Conforme análise das entidades do setor produtivo, o benefício do aumento do teto atinge pelo menos 35 mil micro e pequenas empresas que poderão, entre outras ações, reforçar a contratação de mão-de-obra.
Segundo o governador é preciso discutir um escalonamento entre as tabelas de faturamento das empresas, para que ao atingir o teto do simples, por exemplo, elas não deixem de crescer com medo de perder o benefício.
"É urgente discutir um gatilho entre as tabelas. O crescimento das empresas não pode ser um impeditivo, para quem é pequeno hoje possa se tornar grande amanhã. Estamos abertos e precisamos aprofundar essa discussão. O governo quer trabalhar essa legislação para dar competitividade a todos, fazendo com oque o teto se transforme em um estímulo", afirmou.
A decisão do governador de aumentar o teto do Super Simples no Estado reflete reajuste nacional, tomado após o Congresso Nacional autorizar a ampliação do teto do Simples Nacional – que sai de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões por ano.
Como Mato Grosso do Sul tem participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil entre 1% e 5%, pode adotar um sub-limite estadual entre 50% e 70% do teto. Assim, com o aumento do teto nacional, o sub-limite escolhido pelos gestores de MS continua sendo o máximo de 70%, passando para R$ 3,6 milhões.



